Recordo
uma das coisas que diz o narrador do filme de Ivo Ferreira,
"O
Estrangeiro": "Para
ele, todo o mundo é o pequeno ponto onde vivemos. Cabe quase na
palma de uma mão".
Ora,
quem quer que actualmente circule por Lisboa conseguirá, muito
facilmente, ouvir linguajares originários de muitos pontos do globo.
Mas
existem outras dimensões deste cosmopolitismo (muito) anteriores à
‘vaga’ turística.
Na
toponímia, por exemplo.
Podem,
assim, encontrar-se, por exemplo, a Praça de Espanha, a
Avenida do Brasil, a Rua de Angola, a Avenida dos
Estados Unidos da América, a Rua da Guiné, a Avenida
Rio de Janeiro, a Rua Cidade de Cádiz, a Rua Cidade do
Lobito, a Avenida da Índia, a Rua Cidade de Rabat,
a Rua de São Paulo (e a Praça de São Paulo), a Rua
de Moçambique, a Rua Cidade de Cardiff, a Rua da
Venezuela, a Praça de Damão, a Avenida de Paris,
a Rua Cidade de Gabela, a Rua República da Bolívia, a Rua de Manhiça, a
Praça de Malaca, a Avenida do México, a Rua Cidade
de Manchester, a Rua Cidade de Bolama, a Rua da Ilha de
São Tomé, a Praça de Goa, a Avenida do Uruguai,
a Rua Cidade de Benguela, a Praça de Londres, a
Avenida de Pádua, a Rua Cidade da Beira, a
Praça de Dio [ou Diu], a Avenida de Ceuta, a Rua
Washington, a Rua de Macau, a Rua de Marracuene, a
Rua Cidade de Bafatá, a Praça de Bilene, a Avenida
de Madrid, a Rua do Zaire, a Rua Cidade de Liverpool,
a Avenida Cidade de Luanda, a Rua Cidade de Bissau, a
Avenida de Berlim, a Rua Vila de Bassorã, a Rua de
Timor, a Avenida de Roma, a Rua do Dondo, a Rua
de Buenos Aires, a Rua de Cabo Verde, a Rua da Ilha do
Príncipe, a Avenida Brasília, a Rua Cidade da Praia,
a Rua de Chibuto, a Rua Cidade de Nampula, a Rua
Cidade de Quelimane, a Rua Cidade de Tete ou a Avenida
das Nações Unidas…
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