Aquele que viria a tornar-se uma
das incontornáveis figuras da filosofia feita na Europa – por
exemplo, o seu "Tractatus Theologico-Politicus" e a sua "Ética"
foram, por seu lado, bastante influenciados pelas ideias do filósofo
e matemático francês René Descartes, precursor do racionalismo
e do método científico e que tinha como lema "De omnibus
dubitandum est" ("Duvidai de tudo", em português) – no
século XVII nasceu na capital holandesa em 1632 e adoptou como lema
a palavra latina "Caute" ("Cautela", em português).
De
facto, talvez tenha sido mesmo a cautela o motivo pelo qual os
pais portugueses judeus de Baruch (ou Benedito) Spinoza decidiram
fugir à Inquisição.
Isso
e o poderem ter ‘incorporado’ o versículo doze do quarto
capítulo do livro do Génesis da Bíblia – "Serás um fugitivo
errante sobre a terra" – sendo que Spinoza defendia,
precisamente, que a principal diferença entre Deus e o mundo
(terreno, pois) não era senão de pontos de vista.
Quanto
a Descartes, e uma vez que duvidava de tudo, terá também duvidado
que alguém – no caso, o neurologista português António Damásio
– pudesse, mais de trezentos anos após a sua morte, ter dúvidas
em relação a uma parte do seu trabalho propondo, por isso, uma nova
interpretação do mesmo com "O Erro de Descartes".
Ora,
quer Spinoza, quer Descartes, por este ‘percurso’ livre não
deixaram de ser incluídos no Índex (Index Librorum
Prohibitorum), lista de obras cuja leitura estava interdita aos
seguidores da fé católica.
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