Não foi para a cidade russa de
Perm – cujo lema actual é "Счастье
не за горами"
("A
Felicidade está ao virar da esquina",
em português) – mas
para Moscovo que o médico e filósofo português (estudara
em Coimbra e em Salamanca)
António Nunes Ribeiro
Sanches se dirigiu, em 1731, a convite da própria imperatriz Ana
Ivanovna, sobrinha do
também ele imperador russo Pedro, o Grande.
Convite
que não foi ‘directo’: foi, de facto, o ‘grande’ professor e
médico holandês Herman Boerhaave (na Universidade e na cidade de
Leiden) quem indicou Sanches para desempenhar funções junto da
soberana russa.
Ora,
sendo filho de cristãos-novos (nascido em 1699 em Penamacor, Castelo
Branco), fugiu à Inquisição em Portugal e, depois de percorrer
alguns dos "centros de cultura" de então, pensou que seria na
Rússia que encontraria, finalmente, a felicidade ao virar da
esquina: foi, sucessivamente, médico-chefe, médico do exército
imperial e médico da Corte.
Mas,
perante um novo imperador (Ivan VI) e, principalmente, por ser vítima
de intrigas, acabou por sair da Rússia em 1747 dirigindo-se a Paris
onde acabaria por falecer mais de trinta anos depois.
Um
verdadeiro Aasvero do seu tempo, portanto.
Sem comentários:
Enviar um comentário