Juan de la Cosa, súbdito dos
Reis Católicos Isabel de Castela e Fernando II de Aragão,
foi cartógrafo e navegador.
Mas
teve também outras ocupações.
Chegou,
por exemplo, a ser recrutado pela referida rainha para obter, de
forma ilícita, informações em Lisboa.
Ou
para, em apenas duas palavras: ser espião.
De
facto, ao desempenhar tal missão, conseguiu não apenas colher
informações mas também o próprio espírito do lema do seu
‘patrão’: "Tanto Monta" (ou, em português, "É Igual").
Até
porque foi, por seu lado, a rainha (filha do rei espanhol João II e
da sua segunda mulher, Isabel de Portugal) quem interveio para o
livrar da prisão (e de mais embaraços para Espanha…).
Ora,
tal actividade ilegal terá permitido, baseando-nos na ‘visão’
de hoje (de 2020, claro) demonstrar duas coisas: a primeira era a
importância geopolítica de Portugal (e de Lisboa, evidentemente) no
século XVI – recorde-se, por exemplo, as linhas de um poema de um
dos mais conceituados poetas portugueses de então, André Falcão de
Resende (1527 - 1599) – "É Lisboa um mar profundo; de vária
navegação; É um compêndio do mundo; aonde tudo acharão; Ásia,
África, Europa"; A segunda era a de que a espionagem e a
geopolítica eram, talvez, ‘artes’ inseparáveis.

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