15/09/2021

Artur Cruzeiro Seixas: "confesso que não vivi"

Não foi apenas Lisboa o "elo de ligação" entre Mário Cesariny e Artur Cruzeiro Seixas: a cidade em que ambos se libertaram da lei da morte (invocando Camões…).

E também não foi somente o facto de ambos terem integrado o movimento da pintura surrealista em Portugal.

Escrevo, na verdade, sobre o facto de Cesariny ter publicado, no ‘fim’ da década de 1960, um ensaio sobre a obra de Cruzeiro Seixas.

Aproveito, pois, para citar um pequeno trecho escrito pelo próprio Cruzeiro Seixas e que figurou na exposição que a Biblioteca Nacional de Portugal lhe dedicou já em 2021:



"Da minha vida nada vai ficar de definitivo, de concluído, de clarificado. Não tive público, nem amigos, nem amor, que verdadeiramente merecessem esse nome. NÃO VIVI, mas, curiosamente deixarei documentos desse não viver…".

 


 

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