14/09/2021

Livros, religião, cinzas e fertilizante

Foi recentemente divulgado que um estabelecimento escolar na região canadiana de Ontario realizou, em 2019, uma espécie de auto-de-fé literário ao queimar algumas dezenas de livros já que o conselho religioso que superintende a escola considerou que os mesmos tinham conteúdos desapropriados para serem ensinados.

Não sei, sinceramente, que "conteúdos desapropriados" seriam.

O que sei, sim, é que tal acção não foi, em ‘termos’ dos valores postulados pela Democracia, a mais esclarecida, por assim dizer.

Volto a recordar, com efeito, algumas das palavras proferidas pelo poeta alemão Heinrich Heine que viveu no século XIX: "A queima de livros antecede sempre a queima de pessoas"…




post scriptum: as cinzas resultantes dessa mesma queima de livros foram depositadas junto a uma árvore para servirem de adubo.

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