04/09/2021

O Crescente sem água

Foi há milhares de anos – cerca de doze mil – que na Terra começou uma nova fase climática.

Com esta iniciou-se uma espécie de definição daquelas que, até há não muito tempo, chamávamos de "actuais características climáticas".

Por exemplo, na região do Próximo Oriente surgiu então uma área que, muito depois, se convencionou apelidar de Crescente Fértil: abrangia a Palestina, a Síria, a Mesopotâmia (o Iraque dos ‘nossos’ dias) e uma parte, por assim dizer, do Irão.

Parece, no entanto, que mais de dois mil anos após o suposto nascimento de Jesus Cristo que esse Crescente já não é assim tão fértil.

Porque não tem água.

Uma grande quantidade de água disponível, melhor ‘dizendo’.

Sendo que cerca de noventa por cento da água do Iraque – por assim dizer – provém do exterior (por exemplo, os rios Eufrates e Tigre nascem no Sul da Turquia e um conjunto de cursos de água (rios) nascem no Irão), o país está muito condicionado pela construção de barragens fora das suas fronteiras políticas e administrativas.

Se a isto se acrescentar as alterações climáticas (menor quantidade de precipitação e, por exemplo também, a crescente evaporação em resultado do aumento da temperatura do ar) e a incapacidade política e de gestão de alguns agentes, perceber-se-á melhor, creio, o porquê de o Crescente já não ser (tão) fértil…




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