O lema do imperador de França
Napoleão Bonaparte – coroado em 1804 – foi "La France avant
tout" (ou, em português, "A França antes de tudo").
No
entanto, talvez não tenha sido apenas a França a merecer o seu
apreço.
De
facto, três cartas de amor ‘dirigidas’, entre
1796 e 1804, por Napoleão à sua mulher Josefina, foram recentemente
leiloadas e vendidas.
Ou
seja, ao mesmo tempo que se mostrava, em privado, um ser afectuoso e
carinhoso, exibia, para todo o mundo, um espírito belicoso e
egocêntrico.
Não
creio, de todo, que algumas das gravuras feitas no século XIX –
por exemplo, uma delas mostrando Napoleão na companhia da Morte –
tenham sido simplesmente sátiras a seu respeito: o Grande Armée
de Napoleão – cujo lema era "Valeur et Discipline" (ou, em
português, "Valor e Disciplina") – , apesar de sucessos
fabulosos (do seu ponto de vista, claro) noutros locais, perdeu cerca
de quinhentos mil soldados na chamada campanha da Rússia, em
Novembro de 1812.
Quanto
a Portugal: se é certo que este se livrou de integrar o reino da
Lusitânia que Napoleão queria criar, também não o é menos
que, como país aliado da Inglaterra – ‘alvo’ do Bloqueio
Continental por parte de França –, Portugal sofreu três
invasões pelo "Grande Armée"
de Napoleão (que, recorde-se, nascera na Córsega em Agosto de
1769): a primeira, entre 1807 e 1808; a segunda em 1809; e a
terceira, entre 1810 e 1811.
Em
consequência, a família real optou por abandonar o país e
refugiar-se no Brasil.
Ora,
D. José António de Meneses e Sousa Coutinho, conhecido como "Principal Sousa", foi, para além de diácono da Igreja
Patriarcal de Lisboa, membro da regência do reino de Portugal até
Agosto de 1820.
E,
para além disso, era também o dono da Quinta de São Pedro, em
Almada.
E,
‘voltando’ a Napoleão: mas, e mesmo que o exílio na ilha de
Santa Helena – na sequência da derrota, em Waterloo (na actual
Bélgica), frente aos soldados ingleses em Junho de 1815 (e à muita
chuva, por sinal), não tivesse sido suficiente para parar a sua
sanha conquistadora, a própria Morte ter-se-ia encarregado de o
fazer ‘através’ de um cancro no estômago em Maio de 1821…
Não
creio, de todo, que uma gravura feita no século XIX mostrando
Napoleão na companhia da Morte tenha sido simplesmente uma sátira a seu respeito: o Grande Armée de Napoleão, apesar de sucessos fabulosos (do
seu ponto de vista, claro) noutros locais, perdeu cerca de quinhentos
mil soldados na chamada campanha da Rússia, em Novembro de
1812.
Mas,
e mesmo que o exílio na ilha de Santa Helena – na sequência da
derrota, em Waterloo (na actual Bélgica), frente aos soldados
ingleses em Junho de 1815 (e à muita chuva, por sinal), não tivesse sido suficiente para parar a sua sanha conquistadora, a própria Morte
ter-se-ia encarregado de o fazer ‘através’ de um cancro no
estômago em Maio de 1821...

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