13/08/2019

Emigração, imigração e 'integração'

Miriam Halpern Pereira, investigadora, referiu na sua obra "A política de emigração: 1850-1930"publicada em 1981, que o emigrante estava bem longe de imaginar que constituía um mero "peão" na política dos países implicados no seu destino. 
Mas, o que é um emigrante?

E um imigrante?

Emigrar é sair, temporária ou definitivamente, do país de onde se é natural (e/ou nacional).
 
Imigrar é, por outro lado, entrar e fixar-se, temporária ou definitivamente, num outro país de que se não é natural (e/ou nacional).

A mesma diferenciação aplica-se, assim, aos respectivos ‘derivados’ como emigrante/imigrante ou emigração/imigração.

Tome-se o exemplo de um cidadão português que vá para França: se, para as autoridades portuguesas, ele é um "emigrante", para as autoridades francesas ele é um "imigrante".


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O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, sublinhou, em finais de Outubro de 2013, que a ‘nova’ geração de emigrantes portugueses não participava na vida comunitária no país de acolhimento o que poderia, alertou, criar problemas no caso de existirem dificuldades na chamada integração social.

Desconheço em que documento(s) se baseou para fazer tal observação: não sei, desde logo, o que, cientificamente, significa "não participar na vida comunitária no país de acolhimento".

Não integrar ranchos folclóricos nem frequentar cafés ou outros estabelecimentos comerciais de "origem" portuguesa, por exemplo?

Ou, pelo contrário, não participar, em actividades desenvolvidas por partidos políticos, organizações não-governamentais ou associações desses mesmos países de acolhimento (ou seja, não portugueses)?

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