Miriam
Halpern Pereira, investigadora, referiu na sua obra "A
política de emigração: 1850-1930"
– publicada
em 1981
–,
que o emigrante estava bem longe de imaginar que constituía um mero
"peão" na política dos países implicados no seu
destino.
Mas,
o que é um emigrante?
E
um imigrante?
Emigrar
é sair, temporária ou definitivamente, do país de onde se é
natural (e/ou nacional).
Imigrar
é, por outro lado, entrar e fixar-se, temporária ou
definitivamente, num outro país de que se não é natural (e/ou
nacional).
A
mesma diferenciação aplica-se, assim, aos respectivos ‘derivados’
como emigrante/imigrante ou emigração/imigração.
Tome-se
o exemplo de um cidadão português que vá para França: se, para as
autoridades portuguesas, ele é um "emigrante",
para as autoridades francesas ele é um "imigrante".
***
O
secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário,
sublinhou, em finais de Outubro de 2013, que a ‘nova’ geração
de emigrantes portugueses não participava na vida comunitária no
país de acolhimento o que poderia, alertou, criar problemas no caso
de existirem dificuldades na chamada integração social.
Desconheço
em que documento(s) se baseou para fazer tal observação: não sei,
desde logo, o que, cientificamente, significa "não
participar na vida comunitária no país de acolhimento".
Não
integrar ranchos folclóricos nem frequentar cafés ou outros
estabelecimentos comerciais de "origem" portuguesa, por exemplo?
Ou,
pelo contrário, não participar, em actividades desenvolvidas por
partidos políticos, organizações não-governamentais ou
associações desses mesmos países de acolhimento (ou seja, não
portugueses)?
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