Assinalaram-se ontem sessenta e nove anos da
condenação judicial do casal norte-americano Julius e Ethel
Rosenberg à morte por ter ‘passado’ à União Soviética
informações secretas acerca da ‘máquina’ atómica dos Estados
Unidos da América (EUA).
Foi, efectivamente, no dia 5 de Abril de 1951
que ambos foram sentenciados.
No entanto, só cerca de dois anos mais tarde –
perante a recusa do presidente Dwight Eisenhower em assinar uma ordem
de perdão: "Posso apenas dizer que em virtude de ter aumentado
exponencialmente a hipótese da ocorrência de um conflito nuclear, o
casal Rosenberg poderá ter sido o carrasco de milhões de inocentes
em todo o mundo. Se, na verdade, é indesmentível a gravidade de se
executarem dois seres humanos, mais grave ainda é o facto de milhões
de pessoas poderem perder a vida em resultado do que estes dois
espiões fizeram" – os Rosenberg foram executados tornando-se,
desse modo, nos primeiros civis norte-americanos a serem, em "tempo
de paz", mortos por tal crime.
Ora, lamento profundamente que o também
presidente norte-americano Harry Truman não se tenha ele próprio
‘lembrado’ dos "milhões de inocentes em todo o mundo" que,
em 1945, por exemplo, poderiam ser vítimas do ‘génio’ atómico
dos EUA...
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