09/06/2020

A Guerra Civil Americana acabou mesmo?

Não são precisas mais do que duas palavras (e tudo o que, ética, moral e ideologicamente, significam, claro) para enquadrar as manifestações que, por estes dias, se têm verificado nos Estados Unidos da América (EUA) e no mundo: racismo e escravatura.


Embora o racismo seja um fenómeno que é transversal a todos os seres humanos, a ‘dimensão’ que se tem pretendido acentuar ‘partindo’ dos EUA é o racismo do Branco em relação ao Preto.


Ora, subjacente a esta ‘dicotomia’ racista está um conflito bélico que, entre 1861 e 1865, custou a vida a milhares de pessoas nos EUA: a Guerra Civil Americana.


De facto, esse conflito entre os estados do Norte – que se ‘baseava’ num ‘painel’ social e económico industrializado e dinâmico – (a União) e os estados do Sul (onze: o Alabama, a Florida, a Georgia, a Louisiana, o Arkansas, o Mississippi, a Carolina do Sul, a Carolina do Norte, o Texas, a Virginia e o Tennessee) – social e economicamente ‘baseados’ na agricultura (plantações de algodão, por exemplo) e na escravatura – (a Confederação), iniciou-se quando estes últimos abandonaram a União (isto é, os EUA) – ou seja, uma secessão – cientes de que a eleição (em Novembro de 1860) de Abraham Lincoln como presidente do país poria termo ao seu modo de vida, por assim dizer, já que Lincoln era um acérrimo defensor da abolição da escravatura nos EUA.

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