Retive
uma palavra, apenas e só,
do discurso que o presidente norte-americano Donald Trump proferiu na
72.ª Assembleia Geral da Organização
das Nações Unidas: "Nambia".
Situado
em África, o suposto país foi elogiado pela qualidade do seu
serviço de saúde.
Lembro-me
que, há também alguns anos, tinha já sido a vez do seu colega George Walker
Bush (o 43.º presidente dos Estados Unidos da América) cometer uma
imprecisão linguística e cultural: chamou aos naturais da Grécia "grécios".
Ora,
estas invenções e imprecisões mais não são, em minha opinião,
do que "pérolas" nascidas de uma ignorância confrangedora por
parte de pessoas que são, frequentemente, rotuladas como "as
mais poderosas lideranças do mundo"
já que estão à frente de colossos económicos, militares e
diplomáticos, por exemplo.
Creio
serem, também, exemplos claros daquilo que significa "a
ascensão da nova ignorância"
de que deu conta o
historiador José Pacheco
Pereira no 3.º Fórum
Pela Língua
Portuguesa, diga NÃO ao “Acordo Ortográfico" de 1990!”
que decorreu, no início
de Maio de 2017, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.