21/09/2019

O padre Himalaya

"O Padre Himalaya (1868-1933), o primeiro a conceber e realizar uma construção de aproveitamento da energia solar teve esta como primeiro prémio/medalha de ouro na Exposição Universal de St. Louis (E.U.A.). Foi uma personagem de dimensão mundial, sendo considerado o primeiro ecologista e primeiro naturopata português. No cemitério de Arcos de Valdevez (Concelho onde nasceu e onde está sepultado) existe um destacado monumento funerário em sua honra".

Fonte: exposição na Biblioteca Nacional de Portugal, 2018

20/09/2019

O primeiro auto-de-fé em Portugal


No dia em que se assinalam cinco séculos do início da viagem de Fernão de Magalhães - que se tornaria, de resto, na primeira circum-navegação do globo terrestre -, opto agora por ‘destacar’ um outro acontecimento.

Muitíssimo ‘sombrio’, por sinal.

De facto, Heinrich Heine, poeta alemão do século XIX, escreveu que "Quem começa por queimar livros, acaba por queimar homens".
Ora, não sei se estava a pensar nalguma situação particular quando escreveu esta frase.
O que sei é que se assinalam hoje, também, 479 anos daquele que foi o primeiro auto-de-fé em Portugal: foi, precisamente, no dia 20 de Setembro (outros dirão "26 de Setembro"… ) de 1540 que, na sequência de um processo religioso, foi queimada a primeira pessoa em Portugal.

Foi no largo do Rossio, em Lisboa, que essa sentença foi executada.

Mais um ‘gesto’ infame.

19/09/2019

A felicidade e a liberdade de Péricles

Terá afirmado o político grego Péricles no seu tempo de vida – no século V antes do suposto nascimento de Cristo – o seguinte:


"O segredo da felicidade está na liberdade.
O segredo da liberdade está na coragem!"

18/09/2019

Escolaridade em Portugal

"Sabia que as pessoas residentes em Portugal tinham, no ano 2000, uma escolaridade semelhante à dos residentes na Alemanha do ano de 1930 ou na Roménia de 1970"?



Fonte: Estudo "Benefícios do Ensino Superior" [Fundação Francisco Manuel dos Santos].

17/09/2019

A identidade, Ruth Benedict e Jorge Dias

"A identidade não é inata nem se manifesta de surpresa. Resulta, pelo contrário, de um lento e complexo processo de socialização".

Eis algumas palavras que foram escritas em 1994 numa dissertação de mestrado em Relações Interculturais.

Estou inteiramente de acordo.

Quero dizer, adquirimos algumas coisas a partir do momento do nosso nascimento, claro, mas tudo o resto terá que ser adquirido pela nossa vivência.

E é nesta fase que ‘entra em acção’ um dos aspectos que distingue os humanos dos outros animais: a linguagem.

Na verdade, como refere o "Léxico das Ciências Sociais" que a Porto Editora publicou em 2007, "por intermédio da linguagem, o indivíduo assimila e apropria-se de todo um sistema e de codificações que lhe permitem comunicar com os seus semelhantes, marcar a sua pertença a grupos ou rejeitar a sua pertença a outros".

     *** 


Assinalo agora os setenta e um anos da morte de uma das mais importantes figuras da Antropologia.

A da norte-americana Ruth Benedict.

Ora, assinalo a data do seu falecimento citando-a.

De facto, escreveu Benedict numa das obras que considero fundamentais na já referida ciência social – e, também, evidentemente, na esfera das relações humanas –, "Patterns of Culture" [ou, em língua portuguesa, "Padrões de Cultura"], primeiramente publicada em 1934 mas sucessivamente ‘republicada’, o seguinte:


"Nenhum Homem pode ser verdadeiramente participante de uma cultura se não foi educado e criado segundo as suas formas; mas pode reconhecer que as culturas diferentes são tão significativas e racionais para quem nelas comparticipa como a sua o é para si".





Post scriptum: aproveito o facto de estar a referir-me a uma antropóloga para citar outro antropólogo. Não de nacionalidade norte-americana mas sim portuguesa: Jorge Dias.
Em "Antropologia Cultural", publicado em meados da década de 1950, escreveu, também, o seguinte: "Padrão ou modelo de cultura é a feição típica que os elementos ou complexos tomam dentro de cada cultura. O padrão tem um certo caracter compulsivo que resulta da pressão que a sociedade exerce sobre os indivíduos, no sentido de obrigar a respeitar essa feição, característica de cada cultura. A compulsão não é de caracter moral, mas meramente de respeito pelo que o costume estatuiu, e verifica-se em todos os aspectos da cultura. As formas de certos objectos, certas maneiras de agir ao realizar um culto, o comportamento dos indivíduos em determinadas situações, obedecem sempre a modelos legados pelo passado".

16/09/2019

O Dia Internacional da Democracia

Aproveito para, no dia seguinte ao "Dia Internacional da Democracia", citar uma personalidade que, em grande parte da sua vida, defendeu valores contrários à liberdade, à igualdade e ao respeito pela diferença.
À Democracia e ao Estado de direito, portanto.

Valores que, apesar de todo o Mal que trouxeram à humanidade, muitos desejam, hoje, reavivar...


"O nosso parlamentarismo democrático actual não procura uma assembleia de gente sabedora, mas de recrutar uma multidão de zeros intelectuais tanto mais fáceis de manejar quanto maior é a limitação mental de cada um deles.

Só assim se pode fazer uma "política de partidos", único meio que permite aos que puxam os fios ficarem cautelosamente na sombra sem serem chamados à responsabilidade.

Desta maneira, nenhuma decisão, por mais nociva e nefasta que seja para o país, será contabilizada na conta de um patife de todos conhecido, irá pesar sobre as costas de todo um partido.

Na prática, desaparece toda a responsabilidade, pois esta só pode recair numa pessoa determinada, não num grupo parlamentar de mexeriqueiros.

Em consequência, o regime parlamentar só pode agradar aos espíritos dissimulados que receiam actuar à luz do dia. Será sempre detestado por todo o homem sério e recto que tenha noção das responsabilidades.

Eis a razão por que essa forma de democracia se converteu no instrumento daquela raça cujos fins ocultos, agora e sempre, têm todas as razões para recear a luz. Ninguém como o judeu aprecia semelhante instituição, suja e infame como ele próprio".

O autor?

Adolf Hitler (no seu "
Mein Kampf").

14/09/2019

O que é um país?

Quem, como eu, tenha visto o ‘desfile’ de atletas no dia inicial dos Jogos Olímpicos realizados na cidade brasileira do Rio de Janeiro há cerca de três anos e procedido à contagem do número de países representados ter-se-ia apercebido de 206.

Já a Fédération Internationale de Football Association – a FIFA – as "Nações Unidas do futebol" (como se define) conta, actualmente, como associações suas afiliadas 211.

Por outro lado, a Organização das Nações Unidas propriamente dita – a ONU – agrupa, hoje em dia, 193 países e 2 Estados observadores não-membros: o Vaticano (a Santa Sé) e a Palestina.

Ou seja, 206 (Comité Olímpico Internacional), 211 (FIFA) e 195 (ONU).

O que explica, então, a disparidade no número de países no mundo?

Critérios e definições diferentes do que se considera ser um país, pura e simplesmente.