25/09/2019

O Poço do Borratém, Lisboa

"Datando desde a ocupação romana do vale da Baixa Lisboeta, o Poço do Borratém – nome de origem árabe que significa "fonte da figueira" – abasteceu a cidade de Lisboa durante várias décadas, sendo as sua águas conhecidas pelas propriedades curativas que os locais diziam possuir. Sobrevivente do grande terramoto de Lisboa que, em 1755, arrasou a cidade, o Poço do Borratém voltou a servir o povo (…) graças à Câmara de Lisboa e à Irmandade das Almas. Hoje mantém-se firme no seu lugar, dando a conhecer a quem o queira visitar um pouco da história da nossa bela cidade. As suas águas, infelizmente, encontram-se impróprias para consumo".



Fonte: frontispício de uma unidade hoteleira em Lisboa

24/09/2019

Um artista plástico

Quem ouviu já a canção "A Morte Saiu à Rua" que Zeca Afonso compôs e interpretou no início da década de 1970 ter-se-á, talvez, apercebido das palavras que este utilizou para, num concerto, a apresentar, por assim dizer: uma espécie de homenagem ao pintor Dias Coelho.

No entanto, a placa toponímica referente à Rua José Dias Coelho que se pode encontrar na cidade de Lisboa ‘classifica-o’ como escultor.

Assim, se o resistente ao Fascismo (assassinado por agentes da PIDE…) foi, para alguns, pintor, para outros foi escultor.

Ora, eu limito-me a ‘designá-lo’ artista plástico.

23/09/2019

O liberalismo em Portugal

A Constituição de 1822 – o mais antigo texto constitucional português – foi aprovada no dia 23 de Setembro desse ano.

Este texto não teve, contudo, vida longa: em Maio de 1823 deu-se a Vilafrancada e, em Abril de 1824, a Abrilada.

Ora, tais movimentos pretendiam a restauração do regime absolutista em Portugal e o fim da monarquia constitucional.

Embora tenham fracassado, a morte do rei D. João VI, em 1826, veio trazer ainda mais confusão política a Portugal: o herdeiro legítimo do trono era o seu filho Pedro – que viria a ser aclamado rei com o nome D. Pedro IV – mas este era já também o imperador do Brasil.

Então, uma vez que não podia ocupar os dois ‘cargos’ em simultâneo, o que fez?

Abdicou do trono português em favor da sua filha Maria mas aceitou que esta se casasse com o tio – e irmão de D. Pedro, D. Miguel – que, em virtude da sua idade – 7 anos – assumiria a regência.

Este, que desde a Abrilada havia estado exilado na capital austríaca, aceitou as condições mas, após a sua chegada a Portugal, acabou por as renegar e instalar um regime político absolutista e repressivo.

Mas, como sempre acontece, houve resistência: o próprio D. Pedro acabou por abdicar do título de imperador do Brasil e passou a dirigir pessoalmente a luta para a reinstauração do liberalismo em Portugal.

No ‘meio’ de uma guerra civil, o movimento de D. Pedro – que contou com um forte apoio da população e com a oposição de uma "parte" substancial da Igreja – acabou por derrotar as tropas absolutistas. Após a assinatura da paz na Convenção de Évora Monte, D. Miguel foi novamente obrigado a exilar-se e o liberalismo foi definitivamente implantado em Portugal.


Nesta caricatura, a luta entre os irmãos D. Pedro e D. Miguel foi indicada como sendo o resultado da pressão e do incitamento de potências estrangeiras: enquanto a Áustria apoiava D. Miguel (à direita), a Inglaterra incitava contra ele D. Pedro (à esquerda).

21/09/2019

O padre Himalaya

"O Padre Himalaya (1868-1933), o primeiro a conceber e realizar uma construção de aproveitamento da energia solar teve esta como primeiro prémio/medalha de ouro na Exposição Universal de St. Louis (E.U.A.). Foi uma personagem de dimensão mundial, sendo considerado o primeiro ecologista e primeiro naturopata português. No cemitério de Arcos de Valdevez (Concelho onde nasceu e onde está sepultado) existe um destacado monumento funerário em sua honra".

Fonte: exposição na Biblioteca Nacional de Portugal, 2018

20/09/2019

O primeiro auto-de-fé em Portugal


No dia em que se assinalam cinco séculos do início da viagem de Fernão de Magalhães - que se tornaria, de resto, na primeira circum-navegação do globo terrestre -, opto agora por ‘destacar’ um outro acontecimento.

Muitíssimo ‘sombrio’, por sinal.

De facto, Heinrich Heine, poeta alemão do século XIX, escreveu que "Quem começa por queimar livros, acaba por queimar homens".
Ora, não sei se estava a pensar nalguma situação particular quando escreveu esta frase.
O que sei é que se assinalam hoje, também, 479 anos daquele que foi o primeiro auto-de-fé em Portugal: foi, precisamente, no dia 20 de Setembro (outros dirão "26 de Setembro"… ) de 1540 que, na sequência de um processo religioso, foi queimada a primeira pessoa em Portugal.

Foi no largo do Rossio, em Lisboa, que essa sentença foi executada.

Mais um ‘gesto’ infame.

19/09/2019

A felicidade e a liberdade de Péricles

Terá afirmado o político grego Péricles no seu tempo de vida – no século V antes do suposto nascimento de Cristo – o seguinte:


"O segredo da felicidade está na liberdade.
O segredo da liberdade está na coragem!"

18/09/2019

Escolaridade em Portugal

"Sabia que as pessoas residentes em Portugal tinham, no ano 2000, uma escolaridade semelhante à dos residentes na Alemanha do ano de 1930 ou na Roménia de 1970"?



Fonte: Estudo "Benefícios do Ensino Superior" [Fundação Francisco Manuel dos Santos].