28/10/2019
O Zodíaco Lusitano
Assinalam-se em 2019 os duzentos e setenta anos da publicação daquele que foi o primeiro periódico impresso no Porto: o "Zodíaco Lusitano".
26/10/2019
Benavente e o Arco de Trajano
Uma das palavras de que habitualmente me 'sirvo' sempre que me refiro a Benavente (sede de concelho pertencente ao distrito de Santarém) é antiga: de facto, segundo a própria edilidade ribatejana, "Em 1199, a fixação de colonos estrangeiros na margem sul do Tejo, conduziu ao surgimento da povoação de Benavente".
Assim, embora antiga, esta vila não é tão antiga como a sua homónima italiana que acolhe o Arco de triunfo de Trajano...
Assim, embora antiga, esta vila não é tão antiga como a sua homónima italiana que acolhe o Arco de triunfo de Trajano...
25/10/2019
Roma e os "Bárbaros"
Escreveu o eclesiástico grego Sinésio na sua obra "Da Realeza" (do século IV da chamada Era Cristã) o seguinte:
"O imperador Teodósio [...] tratou os Bárbaros com demasiada indulgência e deu-lhes o título de aliados; concedeu-lhes direitos políticos e ofereceu-lhes boas terras. Mas eles [...] viram neste procedimento uma fraqueza da nossa parte, passando a comportar-se de forma arrogante".
Na verdade, na sequência de invasões destes povos, foi, em 476, deposto o último imperador romano acabando assim o Império Romano do Ocidente.
"O imperador Teodósio [...] tratou os Bárbaros com demasiada indulgência e deu-lhes o título de aliados; concedeu-lhes direitos políticos e ofereceu-lhes boas terras. Mas eles [...] viram neste procedimento uma fraqueza da nossa parte, passando a comportar-se de forma arrogante".
Na verdade, na sequência de invasões destes povos, foi, em 476, deposto o último imperador romano acabando assim o Império Romano do Ocidente.
24/10/2019
O 'maior' embaixador de Portugal
Não foi há muito tempo que pude 'percorrer' uma espécie de
lista enumerando as dez personalidades portuguesas que mais se tinham
destacado, ao longo da História de Portugal, no "engrandecimento"
do nome do país enquanto emigrantes.
Essa
lista – como, de resto, qualquer lista – é subjectiva.
Isto
é, são elaboradas por um indivíduo (ou por vários) condicionado(s), claro, pelas suas ideias e, enfim, pelos seus próprios valores.
Que
são necessariamente diferentes das ideias e dos valores de outro
qualquer indivíduo.
Como
eu.
Não
tenho, todavia, capacidades académicas para elaborar uma lista
citando muitas personalidades da história portuguesa.
Mas
tenho, sim, capacidade para dizer qual me parece ser, neste momento –
e desde há alguns anos seguramente – o melhor "embaixador" de
Portugal.
Não
é um presidente, nem um primeiro-ministro, um diplomata ou um
dirigente empresarial.
É,
na verdade, um desportista.
Mais
concretamente, um futebolista.
O
seu nome?
Cristiano
Ronaldo.
Porque,
sendo emigrante, tem conseguido fazer com que o nome Portugal
seja tão conhecido em França como no Uganda ou na Mongólia, por
exemplo.
Talvez
depois de Eusébio – outro desportista... – tenha, até aos dias
de hoje, sido o português mais conhecido lá fora, se se quiser
dizer assim.
Beneficiando,
naturalmente, de todo um conjunto de 'instrumentos' mediáticos,
desportivos e tecnológicos, a sua qualidade como desportista e como
futebolista tornou-se, com o passar do tempo, indissociável do país
em que nasceu.
Reconheço-lhe,
pois, este mérito independentemente de todas as críticas que possa
fazer – e faço – ao 'mundo' do futebol (em que Ronaldo se 'movimenta', de facto) internacional actual com os seus
contratos, os salários, os benefícios associados, as cláusulas ou
a violência.
Ora,
quem
dera a um qualquer país ter verdadeiros 'representantes positivos'
de alcance planetário.
23/10/2019
Sunitas e Xiitas
Num tempo em que é extraordinariamente fácil e cómodo para os poderes instalados associar a palavra - e o conceito, claro - Fundamentalismo à palavra Islâmico, parece-me ser oportuno recordar a diferença, por assim dizer, entre Sunitas e Xiitas.
Ora, os Sunitas defenderam (e defendem) que apenas pode ser califa aquele que for o melhor dos crentes do Profeta.
Já os Xiitas consideravam (e consideram), por seu lado, que só poderia ser um califa quem descendesse directamente de Maomé (e também da sua filha Fátima e do seu genro Ali - a quem, por sinal, o Profeta terá revelado o sentido "oculto" do Corão).
Ora, os Sunitas defenderam (e defendem) que apenas pode ser califa aquele que for o melhor dos crentes do Profeta.
Já os Xiitas consideravam (e consideram), por seu lado, que só poderia ser um califa quem descendesse directamente de Maomé (e também da sua filha Fátima e do seu genro Ali - a quem, por sinal, o Profeta terá revelado o sentido "oculto" do Corão).
22/10/2019
"Marketing" e a História Humana
"Vi
uns homens a inaugurarem estátuas
e vi fardas e paradas e
conferências
e crianças a sorrir
para os homens sorridentes que
inauguravam estátuas
e vi homens que falavam e
pensavam por mim
a escolherem por mim o bom e o
mau
de modo a que eu não possa ser
tentado
a confundir o mau com o bom ou
vice-versa
ou
vice-versa".
Fonte:
Fernando
Namora, "Marketing"
21/10/2019
Imigrantes e refugiados
Não
tendo a absoluta certeza da diferença existente entre um imigrante
(ou emigrante
sendo que ambas as figuras jurídicas, imigrantes
e emigrantes
são migrantes)
e um refugiado,
limitei-me a procurar saber junto de quem, certamente, saberia.
De
facto, o sítio na "Internet" da sede brasileira da Agência
da Organização das Nações Unidas para os Refugiados
(ACNUR) foi-me muito útil: "Os
refugiados
são pessoas que escaparam de conflitos armados ou perseguições.
Com frequência, sua situação é tão perigosa e intolerável que
devem cruzar fronteiras internacionais para buscar segurança nos
países mais próximos, e então se tornarem um 'refugiado'
reconhecido internacionalmente, com o acesso à assistência dos
Estados, do ACNUR e de outras organizações. São reconhecidos como
tal, precisamente porque é muito perigoso para eles voltar ao seu
país e necessitam de um asilo em algum outro lugar. Para estas
pessoas, a negação de um asilo pode ter consequências vitais"
enquanto que "Os
migrantes
escolhem se deslocar não por causa de uma ameaça direta de
perseguição ou morte, mas principalmente para melhorar sua vida em
busca de trabalho ou educação, por reunião familiar ou por outras
razões. À diferença dos refugiados, que não podem voltar ao seu
país, os migrantes continuam recebendo a proteção do seu governo".
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