As ordens religiosas militares eram essencialmente constituídas por monges cavaleiros 'ligados' às Cruzadas e simultaneamente crentes nas virtudes da arte equestre.
Distinguiram-se, em Portugal, as de Calatrava, a de Santiago, a do Hospital e a dos Templários.
30/10/2019
As ordens religiosas militares
29/10/2019
A Peste Negra
Foi em meados do século XIV que a chamada Peste Negra (epidemia de peste bubónica) se 'espalhou' por toda a Europa.
Com origem, talvez, na Crimeia, no Sul da Rússia, a Peste Negra 'aproveitou-se', efectivamente, dos circuitos comerciais existentes no continente para aqui contaminar milhões de pessoas: doença infectocontagiosa provocada pelo vírus depois 'baptizado' Yersinia pestis, deixava manchas negras em todo o corpo e terá dizimado cerca de 50-60% da população residente na Europa (ou seja, mais do que o 'valor' geralmente referido, "um terço").
Portugal, esse, foi 'atingido' em 1348 e terá também perdido cerca de metade da sua população.
Refiro, ainda, dois aspectos que, em minha opinião, são importantes: o primeiro incide no facto de que a população da Europa e do Mundo nesse tempo estaria (talvez de forma surpreendente, segundo alguns), (muito) melhor preparada para 'lidar' com este tipo de epidemias/pandemias uma vez que, em muitas dimensões dimensões da vida, era autónoma e independente não estando 'sujeita' aos "ditames" da chamada globalização (em termos do consumo de bens alimentares, por exemplo); o segundo - e último - nada mais é do que uma espécie de lembrete de que a Peste Negra (e o vírus Yersinia pestis, claro) está ainda entre nós sendo que os relativamente recentes surtos no continente americano provaram isso mesmo...
Com origem, talvez, na Crimeia, no Sul da Rússia, a Peste Negra 'aproveitou-se', efectivamente, dos circuitos comerciais existentes no continente para aqui contaminar milhões de pessoas: doença infectocontagiosa provocada pelo vírus depois 'baptizado' Yersinia pestis, deixava manchas negras em todo o corpo e terá dizimado cerca de 50-60% da população residente na Europa (ou seja, mais do que o 'valor' geralmente referido, "um terço").
Portugal, esse, foi 'atingido' em 1348 e terá também perdido cerca de metade da sua população.
Refiro, ainda, dois aspectos que, em minha opinião, são importantes: o primeiro incide no facto de que a população da Europa e do Mundo nesse tempo estaria (talvez de forma surpreendente, segundo alguns), (muito) melhor preparada para 'lidar' com este tipo de epidemias/pandemias uma vez que, em muitas dimensões dimensões da vida, era autónoma e independente não estando 'sujeita' aos "ditames" da chamada globalização (em termos do consumo de bens alimentares, por exemplo); o segundo - e último - nada mais é do que uma espécie de lembrete de que a Peste Negra (e o vírus Yersinia pestis, claro) está ainda entre nós sendo que os relativamente recentes surtos no continente americano provaram isso mesmo...
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| A Peste Negra 'ceifou' milhões de vidas em todo o mundo. |
28/10/2019
O Zodíaco Lusitano
Assinalam-se em 2019 os duzentos e setenta anos da publicação daquele que foi o primeiro periódico impresso no Porto: o "Zodíaco Lusitano".
26/10/2019
Benavente e o Arco de Trajano
Uma das palavras de que habitualmente me 'sirvo' sempre que me refiro a Benavente (sede de concelho pertencente ao distrito de Santarém) é antiga: de facto, segundo a própria edilidade ribatejana, "Em 1199, a fixação de colonos estrangeiros na margem sul do Tejo, conduziu ao surgimento da povoação de Benavente".
Assim, embora antiga, esta vila não é tão antiga como a sua homónima italiana que acolhe o Arco de triunfo de Trajano...
Assim, embora antiga, esta vila não é tão antiga como a sua homónima italiana que acolhe o Arco de triunfo de Trajano...
25/10/2019
Roma e os "Bárbaros"
Escreveu o eclesiástico grego Sinésio na sua obra "Da Realeza" (do século IV da chamada Era Cristã) o seguinte:
"O imperador Teodósio [...] tratou os Bárbaros com demasiada indulgência e deu-lhes o título de aliados; concedeu-lhes direitos políticos e ofereceu-lhes boas terras. Mas eles [...] viram neste procedimento uma fraqueza da nossa parte, passando a comportar-se de forma arrogante".
Na verdade, na sequência de invasões destes povos, foi, em 476, deposto o último imperador romano acabando assim o Império Romano do Ocidente.
"O imperador Teodósio [...] tratou os Bárbaros com demasiada indulgência e deu-lhes o título de aliados; concedeu-lhes direitos políticos e ofereceu-lhes boas terras. Mas eles [...] viram neste procedimento uma fraqueza da nossa parte, passando a comportar-se de forma arrogante".
Na verdade, na sequência de invasões destes povos, foi, em 476, deposto o último imperador romano acabando assim o Império Romano do Ocidente.
24/10/2019
O 'maior' embaixador de Portugal
Não foi há muito tempo que pude 'percorrer' uma espécie de
lista enumerando as dez personalidades portuguesas que mais se tinham
destacado, ao longo da História de Portugal, no "engrandecimento"
do nome do país enquanto emigrantes.
Essa
lista – como, de resto, qualquer lista – é subjectiva.
Isto
é, são elaboradas por um indivíduo (ou por vários) condicionado(s), claro, pelas suas ideias e, enfim, pelos seus próprios valores.
Que
são necessariamente diferentes das ideias e dos valores de outro
qualquer indivíduo.
Como
eu.
Não
tenho, todavia, capacidades académicas para elaborar uma lista
citando muitas personalidades da história portuguesa.
Mas
tenho, sim, capacidade para dizer qual me parece ser, neste momento –
e desde há alguns anos seguramente – o melhor "embaixador" de
Portugal.
Não
é um presidente, nem um primeiro-ministro, um diplomata ou um
dirigente empresarial.
É,
na verdade, um desportista.
Mais
concretamente, um futebolista.
O
seu nome?
Cristiano
Ronaldo.
Porque,
sendo emigrante, tem conseguido fazer com que o nome Portugal
seja tão conhecido em França como no Uganda ou na Mongólia, por
exemplo.
Talvez
depois de Eusébio – outro desportista... – tenha, até aos dias
de hoje, sido o português mais conhecido lá fora, se se quiser
dizer assim.
Beneficiando,
naturalmente, de todo um conjunto de 'instrumentos' mediáticos,
desportivos e tecnológicos, a sua qualidade como desportista e como
futebolista tornou-se, com o passar do tempo, indissociável do país
em que nasceu.
Reconheço-lhe,
pois, este mérito independentemente de todas as críticas que possa
fazer – e faço – ao 'mundo' do futebol (em que Ronaldo se 'movimenta', de facto) internacional actual com os seus
contratos, os salários, os benefícios associados, as cláusulas ou
a violência.
Ora,
quem
dera a um qualquer país ter verdadeiros 'representantes positivos'
de alcance planetário.
23/10/2019
Sunitas e Xiitas
Num tempo em que é extraordinariamente fácil e cómodo para os poderes instalados associar a palavra - e o conceito, claro - Fundamentalismo à palavra Islâmico, parece-me ser oportuno recordar a diferença, por assim dizer, entre Sunitas e Xiitas.
Ora, os Sunitas defenderam (e defendem) que apenas pode ser califa aquele que for o melhor dos crentes do Profeta.
Já os Xiitas consideravam (e consideram), por seu lado, que só poderia ser um califa quem descendesse directamente de Maomé (e também da sua filha Fátima e do seu genro Ali - a quem, por sinal, o Profeta terá revelado o sentido "oculto" do Corão).
Ora, os Sunitas defenderam (e defendem) que apenas pode ser califa aquele que for o melhor dos crentes do Profeta.
Já os Xiitas consideravam (e consideram), por seu lado, que só poderia ser um califa quem descendesse directamente de Maomé (e também da sua filha Fátima e do seu genro Ali - a quem, por sinal, o Profeta terá revelado o sentido "oculto" do Corão).
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