A Idade Média é a designação tradicional do período histórico que, no continente europeu, 'vai' das invasões dos povos apelidados de bárbaros e do fim do Império Romano (no século V)* até ao começo dos também chamados Descobrimentos e do Renascimento (no século XV).
* Estes "povos bárbaros" mais não fizeram do que desferir o golpe de misericórdia a Roma (que estava já 'minada' pela corrupção...).
04/11/2019
02/11/2019
As eras hispânica e cristã
O nascimento do judeu Jesus Cristo tornou-se no ponto de referência, por assim dizer, para o dealbar de uma nova era: a era cristã.
Em Portugal, contudo, essa nova era apenas começou a ser 'utilizada' no reinado de D. João I (em 1422) sendo que até essa altura foi 'usada' a era hispânica (que teve, por sua vez, como seu ponto de referência a data da conquista final de toda a Espanha pelas tropas romanas do imperador Augusto no ano 38 antes do início da mencionada era cristã).
Em Portugal, contudo, essa nova era apenas começou a ser 'utilizada' no reinado de D. João I (em 1422) sendo que até essa altura foi 'usada' a era hispânica (que teve, por sua vez, como seu ponto de referência a data da conquista final de toda a Espanha pelas tropas romanas do imperador Augusto no ano 38 antes do início da mencionada era cristã).
31/10/2019
Poupança e abundância
Assinalando-se hoje o Dia Mundial da Poupança parece-me
perfeitamente oportuno transcrever uma pequena parte de um texto
publicado pelo economista canadiano John Kenneth Galbraith – em
língua portuguesa, "A sociedade da abundância" (foi 1984 o ano
da edição portuguesa).
"A experiência que as nações têm do bem-estar é demasiado
curta. Quase todas, através da História, foram muito pobres. A
excepção, quase insignificante em relação ao total da existência
humana, foram as gerações recentes neste relativamente pequeno
canto do mundo habitado pelos Europeus. Aí e principalmente nos
Estados Unidos, tem havido uma grande abundância, praticamente sem
precedentes. (…). Não seria de esperar que as preocupações com a
pobreza fossem importantes num país em que o individuo comum tem
acesso a coisas agradáveis – comidas, divertimentos, transporte
pessoal, canalização nas casas – que há um século nem os ricos
podiam ter. A mudança foi tão grande que muitos dos desejos do
indivíduo nem sequer são evidentes para ele próprio. Só se tornam
evidentes quando elaborados e alimentados pela propaganda e pela
técnica de vendas".
30/10/2019
As ordens religiosas militares
As ordens religiosas militares eram essencialmente constituídas por monges cavaleiros 'ligados' às Cruzadas e simultaneamente crentes nas virtudes da arte equestre.
Distinguiram-se, em Portugal, as de Calatrava, a de Santiago, a do Hospital e a dos Templários.
Distinguiram-se, em Portugal, as de Calatrava, a de Santiago, a do Hospital e a dos Templários.
29/10/2019
A Peste Negra
Foi em meados do século XIV que a chamada Peste Negra (epidemia de peste bubónica) se 'espalhou' por toda a Europa.
Com origem, talvez, na Crimeia, no Sul da Rússia, a Peste Negra 'aproveitou-se', efectivamente, dos circuitos comerciais existentes no continente para aqui contaminar milhões de pessoas: doença infectocontagiosa provocada pelo vírus depois 'baptizado' Yersinia pestis, deixava manchas negras em todo o corpo e terá dizimado cerca de 50-60% da população residente na Europa (ou seja, mais do que o 'valor' geralmente referido, "um terço").
Portugal, esse, foi 'atingido' em 1348 e terá também perdido cerca de metade da sua população.
Refiro, ainda, dois aspectos que, em minha opinião, são importantes: o primeiro incide no facto de que a população da Europa e do Mundo nesse tempo estaria (talvez de forma surpreendente, segundo alguns), (muito) melhor preparada para 'lidar' com este tipo de epidemias/pandemias uma vez que, em muitas dimensões dimensões da vida, era autónoma e independente não estando 'sujeita' aos "ditames" da chamada globalização (em termos do consumo de bens alimentares, por exemplo); o segundo - e último - nada mais é do que uma espécie de lembrete de que a Peste Negra (e o vírus Yersinia pestis, claro) está ainda entre nós sendo que os relativamente recentes surtos no continente americano provaram isso mesmo...
Com origem, talvez, na Crimeia, no Sul da Rússia, a Peste Negra 'aproveitou-se', efectivamente, dos circuitos comerciais existentes no continente para aqui contaminar milhões de pessoas: doença infectocontagiosa provocada pelo vírus depois 'baptizado' Yersinia pestis, deixava manchas negras em todo o corpo e terá dizimado cerca de 50-60% da população residente na Europa (ou seja, mais do que o 'valor' geralmente referido, "um terço").
Portugal, esse, foi 'atingido' em 1348 e terá também perdido cerca de metade da sua população.
Refiro, ainda, dois aspectos que, em minha opinião, são importantes: o primeiro incide no facto de que a população da Europa e do Mundo nesse tempo estaria (talvez de forma surpreendente, segundo alguns), (muito) melhor preparada para 'lidar' com este tipo de epidemias/pandemias uma vez que, em muitas dimensões dimensões da vida, era autónoma e independente não estando 'sujeita' aos "ditames" da chamada globalização (em termos do consumo de bens alimentares, por exemplo); o segundo - e último - nada mais é do que uma espécie de lembrete de que a Peste Negra (e o vírus Yersinia pestis, claro) está ainda entre nós sendo que os relativamente recentes surtos no continente americano provaram isso mesmo...
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| A Peste Negra 'ceifou' milhões de vidas em todo o mundo. |
28/10/2019
O Zodíaco Lusitano
Assinalam-se em 2019 os duzentos e setenta anos da publicação daquele que foi o primeiro periódico impresso no Porto: o "Zodíaco Lusitano".
26/10/2019
Benavente e o Arco de Trajano
Uma das palavras de que habitualmente me 'sirvo' sempre que me refiro a Benavente (sede de concelho pertencente ao distrito de Santarém) é antiga: de facto, segundo a própria edilidade ribatejana, "Em 1199, a fixação de colonos estrangeiros na margem sul do Tejo, conduziu ao surgimento da povoação de Benavente".
Assim, embora antiga, esta vila não é tão antiga como a sua homónima italiana que acolhe o Arco de triunfo de Trajano...
Assim, embora antiga, esta vila não é tão antiga como a sua homónima italiana que acolhe o Arco de triunfo de Trajano...
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