Li há muito, num manual escolar, que Revolução era uma "transformação radical, e geralmente violenta, de uma estrutura política, económica e social".
Ora, é claro que qualificar um determinado evento de "transformação radical" é subjectivo: aquilo que classifico como radical para outra pessoa, pura e simplesmente, não o é...
Ainda assim, quantos acontecimentos da (e na) História de Portugal se poderão 'classificar' de revoluções?
08/11/2019
07/11/2019
O alfabeto 'ocidental'
Nem sempre um alfabeto se limita a ser, apenas e só, um conjunto de
letras.
Nem
uma mera característica cultural de um dado povo, território ou
país.
Um
exemplo: o alfabeto grego constituiu um importantíssimo legado
civilizacional para o chamado mundo ocidental já que foi ele quem
esteve na génese do alfabeto latino que foi ‘espalhado’ pelos
Romanos e que é hoje ainda o principal código escrito desse mesmo
mundo ocidental.
06/11/2019
Os Moçárabes
Moçárabes era a designação dada às populações cristãs que viviam no território controlado por Muçulmanos embora mantendo uma grande parte, por assim dizer, das suas tradições e crenças.
05/11/2019
Os homens-bons
Figuras extremamente importantes na configuração territorial e política do Portugal do século XIII, os homens-bons eram quem efectivamente exercia o poder num determinado concelho.
De facto, os homens-bons eram, na sua maioria, proprietários rurais e mercadores no que à 'profissão' se referia e, como representantes (eleitos) pela população, reuniam-se numa assembleia da qual emanavam, por exemplo, os magistrados concelhios e municipais.
De facto, os homens-bons eram, na sua maioria, proprietários rurais e mercadores no que à 'profissão' se referia e, como representantes (eleitos) pela população, reuniam-se numa assembleia da qual emanavam, por exemplo, os magistrados concelhios e municipais.
04/11/2019
A Idade Média
A Idade Média é a designação tradicional do período histórico que, no continente europeu, 'vai' das invasões dos povos apelidados de bárbaros e do fim do Império Romano (no século V)* até ao começo dos também chamados Descobrimentos e do Renascimento (no século XV).
* Estes "povos bárbaros" mais não fizeram do que desferir o golpe de misericórdia a Roma (que estava já 'minada' pela corrupção...).
* Estes "povos bárbaros" mais não fizeram do que desferir o golpe de misericórdia a Roma (que estava já 'minada' pela corrupção...).
02/11/2019
As eras hispânica e cristã
O nascimento do judeu Jesus Cristo tornou-se no ponto de referência, por assim dizer, para o dealbar de uma nova era: a era cristã.
Em Portugal, contudo, essa nova era apenas começou a ser 'utilizada' no reinado de D. João I (em 1422) sendo que até essa altura foi 'usada' a era hispânica (que teve, por sua vez, como seu ponto de referência a data da conquista final de toda a Espanha pelas tropas romanas do imperador Augusto no ano 38 antes do início da mencionada era cristã).
Em Portugal, contudo, essa nova era apenas começou a ser 'utilizada' no reinado de D. João I (em 1422) sendo que até essa altura foi 'usada' a era hispânica (que teve, por sua vez, como seu ponto de referência a data da conquista final de toda a Espanha pelas tropas romanas do imperador Augusto no ano 38 antes do início da mencionada era cristã).
31/10/2019
Poupança e abundância
Assinalando-se hoje o Dia Mundial da Poupança parece-me
perfeitamente oportuno transcrever uma pequena parte de um texto
publicado pelo economista canadiano John Kenneth Galbraith – em
língua portuguesa, "A sociedade da abundância" (foi 1984 o ano
da edição portuguesa).
"A experiência que as nações têm do bem-estar é demasiado
curta. Quase todas, através da História, foram muito pobres. A
excepção, quase insignificante em relação ao total da existência
humana, foram as gerações recentes neste relativamente pequeno
canto do mundo habitado pelos Europeus. Aí e principalmente nos
Estados Unidos, tem havido uma grande abundância, praticamente sem
precedentes. (…). Não seria de esperar que as preocupações com a
pobreza fossem importantes num país em que o individuo comum tem
acesso a coisas agradáveis – comidas, divertimentos, transporte
pessoal, canalização nas casas – que há um século nem os ricos
podiam ter. A mudança foi tão grande que muitos dos desejos do
indivíduo nem sequer são evidentes para ele próprio. Só se tornam
evidentes quando elaborados e alimentados pela propaganda e pela
técnica de vendas".
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