O oceano Pacífico é a maior massa de água do planeta Terra.
Banha cerca de cento e cinquenta e cinco milhões de quilómetros quadrados ("grandes porções" dos continentes asiático e americano são banhadas pelo oceano Pacífico).
Na verdade, este oceano 'ocupa' cerca de um terço da superfície terrestre: a terra que compõe o 'chão' do oceano Pacífico é tão extensa que poderia albergar todos os continentes da Terra.
O oceano Pacífico deve o seu nome - Pacífico - ao navegador português do século XVI Fernão de Magalhães.
No entanto, só é exacta essa paz por vezes, evidentemente, e só à superfície: debaixo de água, 'escondem-se' as placas tectónicas, responsáveis por causarem "poderosos" tremores de terra e actividade vulcânica.
20/11/2019
19/11/2019
A Pangeia actual
Os continentes que hoje conhecemos foram, há centenas de milhões de anos, apenas um só: Pangeia.
No entanto, ainda que a configuração da Terra seja, presentemente, diferente da que era nesse tempo, creio que não se pode 'falar' na existência de seis ou sete continentes.
Porquê?
Começo pela América: entre o Norte e o Sul existe o istmo do Panamá.
Continuo pela Europa e pela Ásia e constato a não existência de uma espécie de fronteira física que me 'diga' que "aqui acaba a Europa e começa a Ásia" e vice versa.
E também não existe qualquer fronteira física que separe África e Ásia: o istmo do Suez une as duas grandes massas terrestres.
Ou seja: será que se deve continuar a pensar a Terra com seis (ou sete) continentes?
No entanto, ainda que a configuração da Terra seja, presentemente, diferente da que era nesse tempo, creio que não se pode 'falar' na existência de seis ou sete continentes.
Porquê?
Começo pela América: entre o Norte e o Sul existe o istmo do Panamá.
Continuo pela Europa e pela Ásia e constato a não existência de uma espécie de fronteira física que me 'diga' que "aqui acaba a Europa e começa a Ásia" e vice versa.
E também não existe qualquer fronteira física que separe África e Ásia: o istmo do Suez une as duas grandes massas terrestres.
Ou seja: será que se deve continuar a pensar a Terra com seis (ou sete) continentes?
18/11/2019
Neom
O governante da Arábia Saudita afirmou já serem necessários quinhentos biliões de dólares americanos (500.000.000.000) para construir uma nova cidade a partir de terras desérticas e sem um centímetro de linha costeira.
Segundo os especialistas que trabalham para Mohammed bin Salman, a cidade - Neom - irá ter táxis voadores, dinossauros robotizados, câmaras de videovigilância apetrechadas com a mais recente tecnologia (em nome da segurança, claro), areia que brilha no escuro, hospitais 'ultramodernos', uma lua artificial, um projecto para alteração genética de seres humanos (para os tornar mais 'fortes'), ...
Ora, a minha pergunta é só uma: tudo isso será a favor ou contra o Homem?
Segundo os especialistas que trabalham para Mohammed bin Salman, a cidade - Neom - irá ter táxis voadores, dinossauros robotizados, câmaras de videovigilância apetrechadas com a mais recente tecnologia (em nome da segurança, claro), areia que brilha no escuro, hospitais 'ultramodernos', uma lua artificial, um projecto para alteração genética de seres humanos (para os tornar mais 'fortes'), ...
Ora, a minha pergunta é só uma: tudo isso será a favor ou contra o Homem?
16/11/2019
O Cristianismo, ontem e hoje
Um manual escolar 'disse-me' o seguinte:
"Numa província do Império Romano - a Judeia, na Palestina - vai surgir, no tempo do imperador Octávio César Augusto, uma religião totalmente distinta da romana e de outras já estudadas. Alicerçada na figura de Jesus Cristo, filho de um Deus único, a nova religião causou grande impacto nas sociedades da época devido ao carácter inovador dos princípios que defendia. O sentido humanista e universal do Cristianismo, que não distinguia classes, raças ou povos, explica a sua rápida difusão por todo o Império Romano. Os valores cristãos perduram ainda hoje nas sociedades do mundo ocidental".
Ora, o que aonteceu, entretanto, ao referido "sentido humanista e universal do Cristianismo, que não distinguia classes, raças ou povos" que explicou grandemente a sua "rápida difusão por todo o Império Romano" depois de o mundo ter assistido, por exemplo, à Inquisição, ao colonialismo ou à escravatura dos séculos XVI, XVII, XVIII e XIX?
"Numa província do Império Romano - a Judeia, na Palestina - vai surgir, no tempo do imperador Octávio César Augusto, uma religião totalmente distinta da romana e de outras já estudadas. Alicerçada na figura de Jesus Cristo, filho de um Deus único, a nova religião causou grande impacto nas sociedades da época devido ao carácter inovador dos princípios que defendia. O sentido humanista e universal do Cristianismo, que não distinguia classes, raças ou povos, explica a sua rápida difusão por todo o Império Romano. Os valores cristãos perduram ainda hoje nas sociedades do mundo ocidental".
Ora, o que aonteceu, entretanto, ao referido "sentido humanista e universal do Cristianismo, que não distinguia classes, raças ou povos" que explicou grandemente a sua "rápida difusão por todo o Império Romano" depois de o mundo ter assistido, por exemplo, à Inquisição, ao colonialismo ou à escravatura dos séculos XVI, XVII, XVIII e XIX?
15/11/2019
O ateísmo
Sobre a palavra ateísmo.
Deriva do grego atheiôtes, que, por sua vez, deriva de atheos: a (negação) e theos (Deus).
Assumindo-se, efectivamente, como uma doutrina que exclui a existência de Deus, aquele que se 'intitula' ateu rejeita e nega, pois, a existência de uma qualquer entidade, por assim dizer, divina.
Deriva do grego atheiôtes, que, por sua vez, deriva de atheos: a (negação) e theos (Deus).
Assumindo-se, efectivamente, como uma doutrina que exclui a existência de Deus, aquele que se 'intitula' ateu rejeita e nega, pois, a existência de uma qualquer entidade, por assim dizer, divina.
14/11/2019
A empresa mais valiosa de sempre
A
Companhia Holandesa das Índias Orientais (a "Vereenigde
Oostindische Compagnie"), li num artigo publicado pela revista
holandesa Duth Review em Dezembro de 2017 ("The Dutch East India
Company was richer than Apple, Google and Facebook combined"), foi
a empresa mais 'valiosa' em toda a História do mundo.
7.9 triliões de dólares (segundo as taxas de câmbio actuais, claro).
Criada em 1602 como empresa privada a quem tinha sido concedido o monopólio do comércio das especiarias durante duas décadas (pelo que combateu ferozmente, por exemplo, a portuguesa Companhia das Índias), a empresa dos actualmente designados Países Baixos conseguiu atingir esse valor por volta do ano 1637.
Ora, apesar de nada saber da estrutura accionista, por assim dizer, da referida empresa não me custa especular que alguns dos seus donos seriam descendentes dos judeus expulsos por Portugal.
Post scriptum: a referida Companhia não teve, no entanto, apenas uma função comercial pois foi, também, um ‘veículo’ essencial da máquina esclavagista da Holanda de então. Creio, de facto, que não há bela sem senão...
7.9 triliões de dólares (segundo as taxas de câmbio actuais, claro).
Criada em 1602 como empresa privada a quem tinha sido concedido o monopólio do comércio das especiarias durante duas décadas (pelo que combateu ferozmente, por exemplo, a portuguesa Companhia das Índias), a empresa dos actualmente designados Países Baixos conseguiu atingir esse valor por volta do ano 1637.
Ora, apesar de nada saber da estrutura accionista, por assim dizer, da referida empresa não me custa especular que alguns dos seus donos seriam descendentes dos judeus expulsos por Portugal.
Post scriptum: a referida Companhia não teve, no entanto, apenas uma função comercial pois foi, também, um ‘veículo’ essencial da máquina esclavagista da Holanda de então. Creio, de facto, que não há bela sem senão...
13/11/2019
A invenção da escrita
Escreveu Gilbert Lafforgue no seu livro "A alta antiguidade das origens a 550 a. C." o seguinte:
"Esta invenção [a escrita], que substitui a infiel tradição oral e permitirá assim um dia o aparecimento da literatura e das ciências, é, com a agricultura, a mais importante da História. (...) Surgida em primeiro lugar na Mesopotâmia (cerca de 3500 a. C.), depois no Egipto (cerca de 3200 a. C.), a escrita será adoptada ou reiventada por todos os Estados ricos".
"Esta invenção [a escrita], que substitui a infiel tradição oral e permitirá assim um dia o aparecimento da literatura e das ciências, é, com a agricultura, a mais importante da História. (...) Surgida em primeiro lugar na Mesopotâmia (cerca de 3500 a. C.), depois no Egipto (cerca de 3200 a. C.), a escrita será adoptada ou reiventada por todos os Estados ricos".
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