26/11/2019

Dupla vitória

A recente vitória de um português treinador de futebol numa competição internacional ao serviço de um clube estrangeiro - neste caso, brasileiro - trouxe-lhe, sem dúvida, reconhecimento profissional (e pessoal).

No entanto, tendo em conta a enormíssima cobertura mediática que envolveu essa vitória, penso que existiu uma outra personalidade que obteve também uma melhoria na projecção da sua imagem pública, sim, mas igualmente cultural e identitária: refiro-me ao país Portugal.

Uma personalidade colectiva, claro.

A vitória de Jorge Jesus deu a Portugal uma imagem - renovada?? - de um país 'berço' de gente inovadora, sagaz, empreendedora e sem medo de arriscar.

Imagem verdadeira?

Ou falsa?

25/11/2019

"Citius, Altius, Fortius" em Macau

É claro que os mais de setecentos atletas que participaram na primeira edição dos Jogos da Lusofonia que aconteceu em Macau, na China, no ano de 2006 (de 7 a 15 de Outubro) quiseram obter (pelo menos) uma das cento e cinquenta e três medalhas em disputa, em quarenta e oito modalidades.

E talvez tenham tido também presente o lema dos Jogos Olímpicos – "Citius, Altius, Fortius" (ou, em português, "Mais rápido, mais alto, mais forte").

Mas de certeza que também se lembraram, em cada momento de concentração mental nesse evento, da tradução portuguesa da versão originalmente composta em língua inglesa do lema "4 Continents, 1 Language, United by sport!" (ou, em português, "4 Continentes, 1 Língua, Unidos pelo desporto!") que adoptou – bem como, talvez, na frase que o compositor e cantor brasileiro Caetano Veloso incluíra vinte anos antes na canção "Língua" – "Minha pátria é minha língua".

23/11/2019

O assassinato de JFK e a Verdade

Assinalaram-se ontem os cinquenta e seis anos do assassinato do presidente norte-americano John Fitzgerald Kennedy (JFK).

Foi efectivamente em 22 de Novembro de 1963 que JFK foi morto.

Por quem e por que razões são perguntas a que a Verdade talvez nunca venha a responder definitivamente.

22/11/2019

Fidalgos intemporais

"Os fidalgos, a quem o soberano fazia doações de vilas e outros lugares, não só não guardavam aos moradores os seus usos e costumes, os seus foros e liberdades, evitando por todos os modos que as queixas dos oprimidos chegassem aos ouvidos do Rei, mas com a numerosa e insolente comitiva que os acompanhava, cometiam toda a casta de violência. Tomavam as roupas alheias, e serviam-se delas até as inutilizarem; roubavam as galinhas, a palha e a lenha; forçavam as mulheres e filhas dos habitantes dos lugares; praticavam, enfim, malfeitorias de tal ordem que os moradores, diz o povo, queriam antes que os vendessem a mouros, do que os deixassem ficar na sujeição em que se encontravam".


Esta não é uma citação que ‘retirei’ do livro de Luís Sá (dirigente do Partido Comunista Português), publicado no ano 2000, "Traição Dos Funcionários? Sobre a Administração Pública Portuguesa" mas uma citação que li ‘retirada’ do livro escrito por Henrique da Gama Barros em 1885 "História da Administração Pública dos sécs. XII a XV".

Mas será que descendentes dos fidalgos de outrora e muitos dos seus costumes aqui descritos, apesar de ‘adaptados’ ao tempo de hoje, não continuam a existir em Portugal?



21/11/2019

O muro alemão

Os "países vencedores" da II Guerra Mundial acharam conveniente dividir a Alemanha como forma de a impedir de se vir novamente a tornar um ‘perigo’ para a Europa e para o mundo.

No fundo, dividir para reinar.

Assim, o país foi retalhado em duas áreas de influência: a zona Leste da Alemanha ficaria sob o domínio da União Soviética (a chamada República Democrática da Alemanha, R. D. A.) e a zona mais a ocidente (a chamada República Federal da Alemanha, R. F. A.) – tomando como ponto de referência, por assim dizer, a cidade de Berlim – seria controlada pelos Estados Unidos da América, pela França e pelo Reino Unido.

Ora, nos doze anos que separaram 1949 e 1961, fugiram cerca de três milhões de alemães – um em cada cinco habitantes – da zona Leste para a zona de influência "ocidental".

Até que nesta última data, 1961, precisamente, um muro com cento e cinquenta e cinco quilómetros de extensão foi construído pelas autoridades controladas pela União Soviética para estancar essa ‘sangria’ populacional.

Construído em 1961, o muro foi apenas destruído em 1989.

Alguém ganhou?

20/11/2019

O oceano Pacífico

O oceano Pacífico é a maior massa de água do planeta Terra.

Banha cerca de cento e cinquenta e cinco milhões de quilómetros quadrados ("grandes porções" dos continentes asiático e americano são banhadas pelo oceano Pacífico).

Na verdade, este oceano 'ocupa' cerca de um terço da superfície terrestre: a terra que compõe o 'chão' do oceano Pacífico é tão extensa que poderia albergar todos os continentes da Terra.

O oceano Pacífico deve o seu nome - Pacífico - ao navegador português do século XVI Fernão de Magalhães.

No entanto, só é exacta essa paz por vezes,  evidentemente, e só à superfície: debaixo de água, 'escondem-se' as placas tectónicas, responsáveis por causarem "poderosos" tremores de terra e actividade vulcânica.

19/11/2019

A Pangeia actual

Os continentes que hoje conhecemos foram, há centenas de milhões de anos, apenas um só: Pangeia.

No entanto, ainda que a configuração da Terra seja, presentemente, diferente da que era nesse tempo, creio que não se pode 'falar' na existência de seis ou sete continentes.

Porquê?

Começo pela América: entre o Norte e o Sul existe o istmo do Panamá.

Continuo pela Europa e pela Ásia e constato a não existência de uma espécie de fronteira física que me 'diga' que "aqui acaba a Europa e começa a Ásia" e vice versa.

E também não existe qualquer fronteira física que separe África e Ásia: o istmo do Suez une as duas grandes massas terrestres.

Ou seja: será que se deve continuar a pensar a Terra com seis (ou sete) continentes?