02/12/2019

1640

"Os pesados impostos e as reformas administrativas que Filipe IV [III em Portugal] mandou aplicar fizeram renascer o espírito de independência em algumas províncias do seu reino, levando-as à revolta em 1640.
Quando o rei espanhol manda os seus exércitos para Barcelona (na Catalunha), os conspiradores portugueses aproveitam a ocasião e põem em prática o seu projecto de revolução".


Fonte: manual escolar que utilizei...






Painel de azulejos que 'ilustra' uma das salas de leitura do Palácio Galveias, em Lisboa.

30/11/2019

A efemeridade e a eternidade

A temática central, por assim dizer, do pequeníssimo texto que agora escrevo é o furto, na Alemanha, há poucos dias, de 'jóias nacionais'.

Ora, se há muito que sei que há quem, por amor ao efémero dinheiro, se apodere ilicitamente de objectos importantes para a História - e, claro, também para a Identidade - de um país (pense-se no 'caso' de alguma azulejaria em Portugal, por exemplo), fico atónito sempre que alguém, através de métodos aparentemente simples, por assim dizer, consegue como que enganar/iludir os supostos sistemas de 'alta segurança' de um espaço físico (um museu, por exemplo) e roubar (ou furtar) 'peças' imensamente importantes.

Mas, a verdade é que os indivíduos e os seus malabarismos criminosos desaparecerão (que pena tenho que nunca se lembrem disso...) enquanto que um país e a sua História viverão sempre (quanto mais não seja nos livros).

29/11/2019

Ainda das religiões

Tenho aqui escrito ultimamente sobre religiões.

Não sendo este um blogue religioso, por assim dizer, quero apenas fazer (mais) uma citação.

Esta de um escritor francês – Stendhal (psudónimo de Henri-Marie Beyle), que viveu em dois séculos, de 1783 a 1842: "Todas as religiões são fundadas sobre o temor de muitos e a esperteza de poucos".

28/11/2019

A origem do monoteísmo

Segundo um manual escolar da disciplina de História que "uma vez" usei, "A grande originalidade da civilização hebraica reside na revolução religiosa, operada, gradualmente, num período que podemos situar entre 1500 e 600 a.C [antes da data geralmente atribuída ao nascimento de Jesus Cristo]. Ao contrário dos outros povos do seu tempo, que eram politeístas, os Hebreus adoptaram o monoteísmo: acreditavam que o seu deus – Jeová ou Javé – era superior a todos os outros deuses e os conduziria de novo à Terra Prometida, tal como tinham feito Abrãao e Moisés. Mais tarde, os Hebreus passaram a acreditar que o seu Deus era único e fora ele que criara e governava todos os homens da Terra (Todo-Poderoso). Tratando-se de um deus espiritual, não era representado através de imagens".

27/11/2019

"Haj"

Já aqui escrevi algumas vezes sobre o Islão.

Mas não isto: são milhões aqueles que, todos os anos, partem de vários lugares do mundo, da Turquia à Indonésia, por exemplo, com o objectivo de cumprir o último dos cinco 'mandamentos' da doutrina de Maomé - a peregrinação ("Haj", em árabe), por todos os muçulmanos, a Meca (na Arábia Saudita) pelo menos uma vez na vida.

26/11/2019

Dupla vitória

A recente vitória de um português treinador de futebol numa competição internacional ao serviço de um clube estrangeiro - neste caso, brasileiro - trouxe-lhe, sem dúvida, reconhecimento profissional (e pessoal).

No entanto, tendo em conta a enormíssima cobertura mediática que envolveu essa vitória, penso que existiu uma outra personalidade que obteve também uma melhoria na projecção da sua imagem pública, sim, mas igualmente cultural e identitária: refiro-me ao país Portugal.

Uma personalidade colectiva, claro.

A vitória de Jorge Jesus deu a Portugal uma imagem - renovada?? - de um país 'berço' de gente inovadora, sagaz, empreendedora e sem medo de arriscar.

Imagem verdadeira?

Ou falsa?

25/11/2019

"Citius, Altius, Fortius" em Macau

É claro que os mais de setecentos atletas que participaram na primeira edição dos Jogos da Lusofonia que aconteceu em Macau, na China, no ano de 2006 (de 7 a 15 de Outubro) quiseram obter (pelo menos) uma das cento e cinquenta e três medalhas em disputa, em quarenta e oito modalidades.

E talvez tenham tido também presente o lema dos Jogos Olímpicos – "Citius, Altius, Fortius" (ou, em português, "Mais rápido, mais alto, mais forte").

Mas de certeza que também se lembraram, em cada momento de concentração mental nesse evento, da tradução portuguesa da versão originalmente composta em língua inglesa do lema "4 Continents, 1 Language, United by sport!" (ou, em português, "4 Continentes, 1 Língua, Unidos pelo desporto!") que adoptou – bem como, talvez, na frase que o compositor e cantor brasileiro Caetano Veloso incluíra vinte anos antes na canção "Língua" – "Minha pátria é minha língua".