Soldados do exército da União Soviética invadiram no dia 24 de Dezembro de 1979 o território do Afeganistão para auxiliar o governo comunista que comandava o país na sua luta contra as guerrilhas de ‘inspiração’ muçulmana (que dariam ‘origem’ aos tristemente célebres talibãs…).
24/12/2019
23/12/2019
Angola, Cabinda e Simulambuco
O lema da República de Angola é "Virtus Unita Fortior" ("A Unidade Dá Força", em português).
No entanto, nem todos em Angola parecem concordar com essa unidade.
De facto, com uma pequeníssima frase descreve a Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC) a relação identitária, cultural e, de certo modo, "espiritual", que pensa existir entre a região e o país que, política e administrativamente, a controla: "Cabinda não é Angola!".
Criada no início de Agosto de 1963, a FLEC continua, actualmente, a reivindicar a independência de Cabinda.
Talvez, por isso mesmo, seja pertinente invocar o conteúdo integral de um comunicado que o porta-voz do movimento – que alguns consideram ser separatista –, Jean Claude Nzita, endereçou às redacções de vários órgãos noticiosos em 1 de Fevereiro de 2016 e que está disponível na "Internet".
"Na
ocasião da celebração do 131º aniversário do Tratado
Luso-Cabindês de Simulambuco, assinado a 1 de Fevereiro de 1885 e
validado durante a Confere[ê]ncia de Berlim, a FLEC recorda, ao
Governo Português que o Tratado de Simulambuco é um compromisso
ainda vivo, e reafirmado em Simulambuco pelo presidente português
Craveiro Lopes, que estabelece princípios de reciprocidade e o dever
de Portugal obrar [zelar] pela protecção, liberdade,
autodeterminação e soberania do povo de Cabinda que continua a
respeitar o Tratado e a reclamar os seus direitos ao abrigo do
Direito Internacional.
Portugal
honrou os seus deveres [para]
com o povo de Timor-Leste mas Portugal traiu o povo de Cabinda,
ignorando o Tratado de Simulambuco, tentou vender a soberania do povo
de Cabinda que aceitou a sua protecção, Portugal também tentou
suprimir Cabinda simulando a sua integração no território de
Angola, mas Portugal não consegui[u] extinguir [a] Identidade do
Povo de Cabinda nem o seu desejo de independência.
1
de Fevereiro é também o Dia da Identidade do povo de Cabinda o
alicerce da nação e unidade cabindesa e continuidade da força da
nossa razão e luta.
Portugal
continua a trair Cabinda e o seu povo, mas Cabinda não trai
Portugal. A FLEC manifesta o seu contentamento por Portugal poder
exercer democraticamente os valores da democracia que estão vedados
a Cabinda, por isso felicita a vitória eleitoral do Dr. Marcelo
Rebelo de Sousa e deseja que a sua presidência seja marcada pela
coragem e reparação dos erros passados do país que vai presidir
reconhecendo os direitos legítimos de Cabinda em nome dos laços que
unem as duas nações que permanecem lavrados no Tratado de
Simulambuco.
A
FLEC acredita que o Dr. Marcelo Rebelo de Sousa irá marcar com
dignidade a sua presidência terminando corajosamente o processo de
descolonização portuguesa inacabado reconhecendo os direitos e
legitima soberania à última colónia lusófona, Cabinda.
A
Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC)"
Existindo,
aliás, uma descontinuidade territorial entre aquelas que são as
fronteiras políticas e geográficas de Angola e aquelas do
território de Cabinda, recorde-se que as instâncias políticas
portuguesas (respaldadas pelos textos constitucionais) assumiram, até
25 de Abril de 1974, a soberania e a independência de Cabinda.
Posição política diferente foi, no entanto, aquela que se
verificou, em 1975, na chamada Conferência de Alvor na qual a
região de Cabinda foi integrada no território de Angola.
Recorde-se,
também, que Cabinda é, nos dias de hoje, uma das províncias de
Angola que maior extração e exploração de petróleo proporciona.
21/12/2019
Terrorismo aéreo
Carregado de passageiros, um avião que partiu de um dos vários aeroportos da capital inglesa com destino a Nova Iorque explodiu exactamente quando sobrevoava a localidade escocesa de Lockerbie.
Todos os ocupantes e mais onze pessoas que se encontravam no solo morreram.
21 de Dezembro de 1988.
Todos os ocupantes e mais onze pessoas que se encontravam no solo morreram.
21 de Dezembro de 1988.
20/12/2019
"A Pátria Honrai Que A Pátria Vos Contempla"
Foi no ano de 1513 que os
navegadores portugueses chegaram à terra que haveria de se chamar
Macau.
Desconfiados,
os chineses acabaram por erguer uma fronteira entre o território
‘dos’ portugueses e a China: a Porta do Cerco.
Ora,
séculos depois, num restauro, foi-lhe incorporado o lema da Marinha
Portuguesa – "A Pátria Honrai Que A Pátria Vos Contempla".
Mas,
na verdade, se se passarem os olhos pelo livro do jornalista José
Pedro Castanheira "Os 5 dias que abalaram Macau" talvez se
consiga descobrir que "Macau sempre tinha sido olhado pela capital
do império com menos atenção, desinteresse e indiferença".
E
se se procurarem outros documentos escritos na época da mudança
oficial de soberania (que aconteceu em 20 de Dezembro de 1999) –
como peças jornalísticas, por exemplo – talvez se descubram
‘pérolas’ como a de um assessor do então governo (ainda
português) de Macau referir que o território havia sido, até há
poucos anos, um deserto absoluto de desinteresse por parte de
Portugal. Ou o subdirector dos Serviços de Turismo de Macau – um
português natural de Macau – declarar, em Maio de 2004, que
Portugal nunca tivera a noção exacta do que era Macau pelo que não
cumpria o seu papel perante a história.
No
entanto, indiferente a tanta indiferença, a Porta do Cerco ainda
hoje existe e consta, até, da lista de Património Mundial da
UNESCO.
19/12/2019
Açores e Schultz Xavier
O governo regional dos Açores
irá, brevemente, ‘servir-se’ de um navio da Marinha portuguesa
para criar, junto a uma das suas ilhas, um recife artificial para
fomentar, desde logo, o turismo de mar e, também, claro, a criação
de melhores condições para o desenvolvimento da vida marinha (que,
por sua vez, favorecerá esse mesmo turismo de mar…).
Ora,
o navio será o "Schultz Xavier".
Júlio
Zeferino Schultz Xavier nasceu em 1850 e foi um oficial da Armada
portuguesa.
18/12/2019
Os migrantes
Desde há milhares de anos que o Homem se desloca na Terra em busca de melhores condições para a sua existência.
Ora, quando se assinala o Dia Internacional do Migrante creio ser relevante lembrar que mais de duzentos e setenta milhões de pessoas vivem actualmente fora do país em que nasceram.
Ora, quando se assinala o Dia Internacional do Migrante creio ser relevante lembrar que mais de duzentos e setenta milhões de pessoas vivem actualmente fora do país em que nasceram.
17/12/2019
O "Comboio Maia"
"Os povos indígenas
caracterizam-se por possuírem algumas das mais ricas e únicas
dimensões culturais da Humanidade. Desenvolveram-se ao longo de
milhares de anos por toda a Terra e estão espiritualmente ligados às
suas [e dos seus antepassados] terras"*.
Ora,
um relatório recentemente divulgado pela Organização Mundial de
Turismo – "Recommendations on Sustainable Development of
Indigenous Tourism" – refere isso mesmo.
Assim,
tenho de facto a séria convicção de que o actual governo do México
também reconhece a importância da sustentabilidade dessa particular
dimensão do Turismo pelo que respeitará a decisão popular acerca
da construção do chamado "Comboio Maia" – um projecto que
visa ‘ligar’ diferentes locais ‘ocupados’ pela Civilização
Maia (ao longo de cerca de 1500 quilómetros de extensão) com as
suas fabulosas pirâmides a estâncias balneares de areias finas.
*
Ou melhor, àqueles pedaços de terra em que os Brancos os deixam,
ainda, viver...
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