O
lema da cidade de Paris – "Fluctuat nec mergitur" – (ou, em
português, "Flutua mas não se afunda") – adapta-se
perfeitamente, por exemplo, a algum do seu património material.
Como
a catedral de Notre Dame.
Sacudida
por um violento incêndio (já em 2019), a catedral de Notre Dame "flutuou" mas não se "afundou".
Na
verdade, a catedral é um verdadeiro símbolo da capital parisiense:
associar o nascimento e o desenvolvimento da Arquitectura ao
nascimento e ao desenvolvimento da Cidade não é, para muitos,
seguramente, estranho.
Terá,
pois, sido aquele quem ‘motivou’ a substituição, por exemplo,
do estilo românico pelo gótico a partir do século XII.
Ora,
a arte gótica surgiu inicialmente nas cidades do Norte de França: a
primeira grande obra gótica, por assim dizer, terá sido a catedral
de Saint Denis (em Paris) que foi construída em 1141.
Já
em Portugal, a "arquitectura gótica" surgiu tardiamente.
Se é um facto que o Mosteiro de Alcobaça é uma excepção uma vez
que a sua construção se iniciou em 1178, os monumentos ‘mais’
representativos do estilo gótico em Portugal datam do século XIV.
Por
exemplo, o Mosteiro da Batalha – ou de Santa Maria da Vitória –
começou a ser construído em 1386.