Quando a inglesa Royal Society –
a primeira organização científica de Inglaterra – foi
oficialmente fundada (em 1660) já a Revolução Científica estava
em marcha há vários anos.
De
facto, fora no Renascimento (que se iniciou, por assim dizer, em
Itália no século XV) que haviam sido lançadas as bases da ciência
que hoje se faz.
Mas
foi nos séculos XVII e XVIII que se deu o grande desenvolvimento
teórico (e prático) em disciplinas como a matemática, a medicina,
a física e a astronomia.
Ora,
a referida Royal Society teve, pouco depois da sua fundação, o
‘beneplácito’ da própria Casa Real inglesa e adoptou como lema
a frase "Nullius In Verba" ("Duvidai das Palavras", em
português).
Este
lema não parece, contudo, ter sido ‘seguido’ pelo próprio
monarca inglês que então governava, Carlos II, pois veio a casar
com a filha do rei português D. João IV, Catarina de Bragança,
acreditando, certamente, em palavras que lhe garantiam ir tal
matrimónio fortalecer a aliança política entre Portugal e a
Inglaterra e o próprio enquadramento
geopolítico desta na Europa.