A Europa do Norte foi uma das
regiões do continente que, entre os séculos XI e XIV, um maior
dinamismo económico conheceram podendo destacar-se a Flandres (hoje,
na Bélgica) e o Norte da Alemanha.
Ora,
os mercadores alemães dominavam, pela via marítima, o comércio no
mar do Norte e no mar Báltico: levavam vinho e sal de França e
tecidos da Flandres e traziam, dos países do Norte e do Leste,
trigo, peixe seco, peles e metais. E, ao ‘descerem’ os rios da
Rússia, entraram em contacto com países do Oriente.
Assim,
as cidades do Norte da Alemanha acabaram por formar, em meados do
século XIV, uma associação para a defesa dos seus objectivos
comerciais.
Eis
a origem da Liga Hanseática – cujo lema foi "Navigare necesse
est, vivere non necesse" (ou, em português, "Navegar é preciso
mas viver não") – que chegou a agrupar mais de setenta cidades,
nem todas alemãs.
Houve,
no entanto, um momento em que a Liga reforçou a sua identidade
germânica forçando, pois, a saída das cidades que o não eram.
Mas
a Idade Moderna acabou por trazer – fruto dos chamados
Descobrimentos por Portugal e Espanha – a deslocação do fulcro
mercantil para novas áreas na América e na Ásia e uma vez que a
Liga não foi capaz de se adaptar a essa nova realidade, acabou por
deixar de navegar e, claro, de viver.