13/02/2020

O teatro das operações

Sendo que o lema dos bombeiros de todo o mundo é, na tradução em língua portuguesa, "Vida por vida", é certamente provável que algumas pessoas não percebam por que é que se convencionou chamar, em Portugal, teatro de operações a uma área que, não raras vezes, vive um conjunto de acontecimentos catastróficos para o património material existente e para as pessoas que, por qualquer razão, aí se encontram.

Ou seja, chama-se teatro – um lugar de vida – a uma zona onde pode morrer gente.

Ora, os antropólogos, por exemplo, estão no terreno sempre que se encontram a trabalhar fora de portas, por assim dizer.

12/02/2020

A Liga Hanseática

A Europa do Norte foi uma das regiões do continente que, entre os séculos XI e XIV, um maior dinamismo económico conheceram podendo destacar-se a Flandres (hoje, na Bélgica) e o Norte da Alemanha.

Ora, os mercadores alemães dominavam, pela via marítima, o comércio no mar do Norte e no mar Báltico: levavam vinho e sal de França e tecidos da Flandres e traziam, dos países do Norte e do Leste, trigo, peixe seco, peles e metais. E, ao ‘descerem’ os rios da Rússia, entraram em contacto com países do Oriente.

Assim, as cidades do Norte da Alemanha acabaram por formar, em meados do século XIV, uma associação para a defesa dos seus objectivos comerciais.

Eis a origem da Liga Hanseática – cujo lema foi "Navigare necesse est, vivere non necesse" (ou, em português, "Navegar é preciso mas viver não") – que chegou a agrupar mais de setenta cidades, nem todas alemãs.

Houve, no entanto, um momento em que a Liga reforçou a sua identidade germânica forçando, pois, a saída das cidades que o não eram.

Mas a Idade Moderna acabou por trazer – fruto dos chamados Descobrimentos por Portugal e Espanha – a deslocação do fulcro mercantil para novas áreas na América e na Ásia e uma vez que a Liga não foi capaz de se adaptar a essa nova realidade, acabou por deixar de navegar e, claro, de viver.

11/02/2020

A primeira Cruzada

O Papa Urbano II exortou, no Concílio de Clermont (realizado em 1095), todos os cristãos a juntarem-se à Primeira Cruzada com o objectivo de reconquistar a cidade de Jerusalém aos muçulmanos.

Ora, a Ordem do Santo Sepulcro, nascida no seio da fé católica, foi uma das primeiras a responder à chamada tendo adoptado o lema "Deus vult" ("Deus assim o quer", em português).

Mas, anos depois, foi também o objectivo de servir a vontade de Deus – bem como o desejo não menos ardente de recolher os respectivos despojos – que ‘guiou’ os Cruzados para a ‘libertação’ da cidade de Lisboa da presença muçulmana antes de se dirigirem para o Próximo Oriente.


10/02/2020

O Tratado de Paris

O Tratado de Paris, assinado em 10 de Fevereiro de 1793 pela Grã-Bretanha, França, Espanha e Portugal concluiu, oficialmente, a Guerra dos Sete Anos.

Ora, Espanha foi obrigada a restituir a Portugal a vila de Almeida (actualmente ‘parte’ integrante do distrito da Guarda).

Mas não – apesar de estar, também, legalmente obrigada –, anos depois, Olivença.

08/02/2020

Perder o equilíbrio

"Aquele que se atreve perde, por vezes, o equilíbrio. O que não se atreve, perde-se a si mesmo".




Søren Kierkegaard (1813-1855), filósofo dinamarquês

07/02/2020

La Fayette e o liberalismo em Portugal

O lema do general e político francês La Fayette (marquês de) que viveu no tempo da Revolução Francesa e que foi um dos ‘heróis’ da Revolução Americana – recordo que morreu em Maio de 1834 – era "Cur non?" (ou, em português, "Por que não?").


Assim, por que não também escrever algumas linhas, (muito) poucas..., em relação a alguém que foi igualmente um ‘campeão’ da Liberdade em Portugal?


Ora, foi precisamente em Maio mas do ano 1781 que nasceu, em Itália, Pedro de Sousa Holstein. Veio a tornar-se no primeiro Duque de Palmela e a ele muito se deve pelo triunfo das ideias liberais em Portugal.


06/02/2020

O Japão e Portugal

O sítio electrónico do Museu Nacional de História do Japão refere, por exemplo, que o "governo Tokugawa comerciava com Holandeses e com Chineses em Nagasaki e trocava bens e informações com a Coreia, com Ryukyu (Okinawa, actualmente) e com o povo Ainu em Ezo (Hokkaido, actualmente)".

Sobre o ‘papel’ dos portugueses na História do Japão, nem uma só palavra.

Ora, o que todos, seguramente, esperamos é que a era Reiwa do centésimo vigésimo sexto (126) imperador do país, Naruhito, se apoie no lema do também japonês Museu Nacional da Natureza e da Ciência – "想像力を探る" (ou, em português, "Explora o Poder da Imaginação") para ‘reavivar’ as relações entre o Japão e Portugal.