Recordo o que o arquitecto
italiano Leon Battista Alberti explicou no livro "Da
Re Aedificatoria" (no século XV) a sua própria definição de
Belo: "Todo e
qualquer objecto ao qual nada possa ser acrescentado ou subtraído
sem que a harmonia do todo se altere".
Por
outro ‘lado’, o Dia Mundial da Arquitectura que se assinalou no
ano 2013 (Dia celebrado anualmente, desde 1986, na primeira
segunda-feira do mês de Outubro) teve como lema "Architecture and
Culture" (ou, em português, "Arquitectura e Cultura").
De
facto, se se tiver em consideração exemplos arquitectónicos
‘espalhados’ pelo mundo não será difícil perceber-se a
dificuldade – também motivada pela falta de vontade – em atingir
essa simbiose.
Quer
na teoria, quer na prática, portanto.
Mas
outros, pelo contrário, exibem-na facilmente.
Ora,
se, efectivamente, a igreja de São Paulo, deixou de ser bela
por causa de um incêndio, o que sobrou não deixou de ser
arquitectura, nem cultura: foi pouco antes da soberania
de Macau mudar oficialmente (de Portugal para a China) que o então
presidente da República Federativa do Brasil, o sociólogo Fernando
Henrique Cardoso, a visitou.
Eis
o que aí
declarou: "a gente chega e leva um choque porque quase ninguém fala a nossa
língua, mas basta parar um pouco em frente às ruínas da igreja de
São Paulo para ver que naquela fachada está sintetizada toda a
cultura portuguesa".