O presidente chinês Deng
Xiaoping proclamou no início da década de 1980 a fórmula para a República Popular da China enfrentar a reunificação: "一国两制"
("Um
País, Dois Sistemas", em português).
Efectivamente, à meia-noite de
1 de Julho de 1997 a "Union Jack", a bandeira do Reino Unido, foi
substituída em Hong Kong pela bandeira de Pequim tornando-se essa
região – juntamente com a ‘portuguesa’ Macau dois anos e meio
mais tarde – uma região administrativa especial da China
governada, claro está, sob a égide da referida política "一国两制"
("Um
País, Dois Sistemas", em português).
Ora,
à margem da reunião da ASEAN (sigla em língua inglesa) no início
de Agosto de 2019, o então novo ministro dos Negócios Estrangeiros
do país antigo colonizador desse território chinês pediu à China
que respeitasse as manifestações (pacíficas, em seu entender) que já há algumas
semanas estavam a decorrer em Hong Kong e que, enfim, cumprisse a
Declaração Conjunta que os dois países – Reino Unido e China –
haviam assinado antes da ‘devolução’ de Hong Kong.
No
entanto, a importância de Hong Kong nem sempre parece ter sido
levada na devida ‘conta’ pelo reino de Sua Majestade (que chegou
a ‘acordo’ com a China após as guerras do ópio para
colonizar Hong Kong): foi em Julho (no dia 24) de 2018 que a edição
digital do jornal South China Morning Post escreveu o seguinte
(no artigo "Britain’s ‘disgraceful’ pre-handover efforts to
deny nationality to Hongkongers revealed in declassified cabinet
files"):
"Antes do
retorno das duas cidades, Hong Kong e
Macau, para o
domínio chinês, a
Grã-Bretanha pressionou de forma repetida
Portugal por
forma a não conceder a
nacionalidade lusa
[nem demais direitos] aos
seus residentes em Macau para evitar que os de
Hong Kong pedissem o mesmo tratamento,
revelaram documentos recentemente desclassificados".