O Museu de Israel, em Jerusalém, abriu
ao público em meados do mês de Dezembro de 2019 a exposição "Emoglyphs".
Ora, limito-me a citar (depois de traduzir,
claro) o texto na página a ela dedicada no sítio do museu na "Internet":
"A escrita hieroglífica nasceu no Egipto há
cerca de cinco mil anos. Inicialmente composta por centenas de
imagens, a passagem do tempo ditou que essas mesmas imagens fossem
substituídas por um código escrito contendo aproximadamente vinte
sinais que constituem, ainda hoje, a cultura ocidental escrita.
Ora, poderia, em dado momento da História,
parecer que a escrita através de imagens – ou, se se quiser,
símbolos – havia sido abandonada para sempre. No entanto,
num século XXI essencialmente digital, a imagem/símbolo –
agora designada por emoji – "regressou à escrita com toda
a força".
Assim, esta exposição ‘percorre’ os
milhares de anos que ‘separam’ a Antiguidade da Contemporaneidade
através da exibição de um fundo de descobertas com origem no
Antigo Egipto e o uso moderno de emoji’s: filmes e ‘postos’
multimédia explicam como na "Idade das Pirâmides" bem como na "Idade Cibernética" actual as imagens/símbolos podem ser a base
de um complexo sistema de comunicação visual.
Muitos dos objectos aqui expostos – entre
eles vários que podem ser vistos pela primeira vez –, integram o
espólio do Museu de Israel enquanto que outros provêm de uma
colecção privada com origem na capital do Reino Unido".
Acrescento que o dia 12 de Outubro de
2020 era o dia inicialmente previsto para encerramento das
visitas a esta exposição. Todavia, dado o Museu de Israel se
encontrar actualmente encerrado devido à pandemia que está a
‘varrer’ o mundo, não custará a imaginar uma outra data de
fecho.