17/04/2020

Fracasso na "Baía dos Porcos"

Centenas de dissidentes cubanos ‘apoiados’ (treinados…) pelas autoridades dos Estados Unidos da América, tentaram, no dia 17 de Abril de 1961, “derrubar” o líder do país, Fidel Castro, na "Baía dos Porcos".


Essa tentativa falhou.

16/04/2020

Chaplin e a película "desumana"

Talvez um crítico de cinema não o fizesse mas eu acho que "Tempos Modernos" está entre os melhores filmes da história do cinema.

E porquê?

Porque, em minha opinião, teve o mérito de, numa época "precoce" do cinema, aliar ao carácter lúdico da actuação dos actores numa narrativa específica a introdução à necessidade do espectador reflectir. Reflectir sobre a organização social e económica na sociedade moderna de então (o filme foi ‘lançado’ em 1936).

E foi exactamente essa proposta de reflexão que aceitei quando, há já alguns anos, o vi pela primeira vez.

De facto, tendo "Tempos Modernos" sido projectado em meados da década de 1930 – e realizado, produzido e protagonizado por um homem nascido em 1889 (em 16 de Abril desse ano…), Charles Chaplin –, a visão por ele proposta era, creio, esta: Tecnologia "versus" Humanidade.

No fundo, a Tecnologia como "agente" desumanizador.

No entanto, passados quase cem anos da acção do filme, a Tecnologia é, em muitíssimos contextos da vida humana, imprescindível.

Ainda que, julgo também, outras questões porventura de cariz mais filosófico, por assim dizer, continuem à espera de respostas.

15/04/2020

Abraham Lincoln

Assinalam-se hoje cento e cinquenta e cinco anos da morte do décimo sexto presidente dos Estados Unidos da América – Abraham Lincoln – após ter sido alvejado, na véspera, por John Wilkes Booth em plena sala de teatro na cidade de Washington, D. C..

Lembro somente que este assassinato foi concretizado já depois do fim efectivo da Guerra Civil Americana e do "papel" de Lincoln na emancipação dos escravos existentes no país.

Aproveito, assim, para citá-lo e, assim (desculpe-se-me a repetição), homenageá-lo:


"A melhor forma de prever o futuro é sermos nós mesmos a criá-lo".

14/04/2020

Garcia de Orta

Perdoe-se-me que me detenha, ainda que muito sucintamente, na ortografia de um nome: Garcia de Orta.

Há muito tempo que tenho vindo a ler e a ouvir (abstenho-me de indicar fontes) uma deturpação que, em minha opinião, embora não parecendo ser grave, é.

Porque revela, desde logo, um desconhecimento do nome de alguém que foi importante na História de Portugal e, depois, uma falta de rigor (para não dizer respeito…) para com a sua memória.

Ora, o nome do médico português nascido no início do século XVI e que passou trinta anos da sua vida na Índia era Garcia de Orta e não Garcia da Orta.
 
 

 

13/04/2020

Espaço II

Se, há meses, aqui fiz referência ao facto de Valentina Tereshkova se ter tornado, em Junho de 1963, na primeira mulher a fazer a viagem para o Espaço (a bordo da nave espacial Vostok VI), "ao serviço" da então União Soviética, parece-me de elementar justiça que, também aqui, faça referência ao primeiro homem a realizar uma viagem espacial: Yuri Gagarin.

Foi exactamente há cinquenta e nove anos, algures no (vastíssimo...) território da União Soviética, que tal se verificou. 12 de Abril de 1961.

11/04/2020

A diplomacia

Quem, como eu, procura ‘acompanhar’ (lendo e ouvindo, sobretudo) a geopolítica do mundo, depara-se – muitas vezes, seguramente – com o conceito diplomacia. E mais: o quão esta é importante para, também, reduzir (ou impedir) o "Choque de Civilizações" proposto por Samuel Huntington.

Ora, creio que a definição de diplomacia subscrita pelo jornalista britânico David Frost (1939-2013) pode ajudar: "Diplomacia, substantivo. Arte de deixar alguém fazer o que tu queres".

09/04/2020

"La Lys" e a III Guerra Mundial

Passam hoje cento e dois anos de um dos mais tristes acontecimentos da existência do Exército português.

Aquele em que milhares de soldados lusos integrando as fileiras do Corpo Expedicionário Português perderam as suas vidas às mãos de uma ofensiva alemã no 'contexto' da I Guerra Mundial.

"Triste" por dois motivos.

O primeiro: a perda de vidas.

O segundo (que decorre do primeiro): a II Guerra Mundial veio demonstrar que nada se aprendeu após o sangue derramado (por parte dos soldados portugueses e de soldados de tantas nacionalidades) e, portanto, a sua vida foi perdida em vão.

E, aproveito, pergunto: estarei prestes a invocar um terceiro motivo, quase igual ao acabado de escrever?

É que os 'sinais', aparentemente diferentes, que deram origem à I e à II guerras mundiais parecem "estar todos cá"...