No exacto dia em que se
assinalam duzentos e quarenta e oito anos do nascimento do economista
inglês de origem sefardita David Ricardo aventuro-me a escrever
sobre Economia.
Efectivamente,
nem a Portugal nem a nenhum outro país do continente europeu tinham
chegado "inovações" da ciência económica em meados do século
XVIII.
De
facto, naqueles vigorava ainda o Antigo Regime socio-económico, por
assim dizer: o senhorialismo na terra e o mercantilismo
no comércio e na indústria.
Mas
não demorou muito, no entanto, para se começarem a fazer sentir
críticas ao ‘velho sistema’.
Alguns
economistas começaram, pois, a propor a adopção de uma nova
abordagem: a fisiocrática.
Esta
advogava uma valorização das actividades agrícolas em detrimento
do comércio e, de certo modo, da indústria.
Na
verdade, o fisiocratismo sustentava que o comércio nada
produzia uma vez que apenas se limitava a trocar alguns bens por
outros e que a indústria se limitava a transformá-los sendo que
somente a agricultura conseguia exactamente produzir bens.
Adoptando
o lema "Laissez faire, laissez passer" (em português, "Deixai
produzir, deixai circular"), a teoria fisiocrata defendia que ao
Estado competiria, sobretudo, promover e garantir a liberdade
económica.
