De
acordo com informações disponibilizadas pela universidade
norte-americana Johns Hopkins já faleceram, até ao momento, mais de
sessenta mil pessoas vitimadas pela COVID-19 nos Estados Unidos da
América.
Ora,
cerca de cinquenta e oito mil e duzentos militares e civis
norte-americanos perderam a vida na guerra do Vietname.
Recordo
que a actual pandemia apenas começou a atingir o território do país
há algumas semanas enquanto que a guerra a Oriente durou dezasseis
anos (de 1959 a 1975).
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Numa
entrevista hoje publicada digitalmente pelo jornal francês Le
Monde, o historiador da economia e professor da universidade
norte-americana de Columbia Adam Tooze observou que nunca a
Humanidade esteve sujeita a uma tão grande crise com muitos países
praticamente ‘parados’.
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Num
momento em que está prestes a terminar o estado de emergência
em Portugal durante o qual muitos foram obrigados a permanecer em
casa, pergunto: se, para esses (em que me incluo), foi difícil "ultrapassar" este período de obrigatoriedade de confinamento,
não terá sido, para muitos outros – os "deficientes físicos",
os "doentes de risco" ou os "hikikomori" japoneses, por
exemplo – uma "fase" de obrigatoriedade semelhante àquela que
têm que viver sempre?