01/07/2020

"Olha para o que eu digo..."

O presidente chinês Deng Xiaoping proclamou no início da década de 1980 a fórmula (ou lema) para a República Popular da China enfrentar a reunificação: "一国两制" ("Um País, Dois Sistemas", em português).


Efectivamente, à meia-noite de 1 de Julho de 1997 a "Union Jack", bandeira do Reino Unido, foi substituída em Hong Kong pela bandeira de Pequim tornando-se essa região – juntamente com a ‘portuguesa’ Macau dois anos e meio mais tarde – uma região administrativa especial da China governada, claro está, sob a égide da referida política "一国两制" ("Um País, Dois Sistemas").


Ora, à margem da reunião da ASEAN (sigla em língua inglesa) no início de Agosto de 2019, o então novo ministro dos Negócios Estrangeiros do país antigo colonizador desse território chinês (durante cento e cinquenta e seis anos) pediu à China que respeitasse as manifestações pacíficas que já há algumas semanas estavam a decorrer em Hong Kong e que, enfim, cumprisse a Declaração Conjunta que os dois países – Reino Unido e China – haviam assinado antes da ‘devolução’ de Hong Kong.


No entanto, a importância de Hong Kong nem sempre parece ter sido levada na devida ‘conta’ pelo reino de Sua Majestade (que chegou a ‘acordo’ com a China após as guerras do ópio para colonizar Hong Kong): foi em Julho (no dia 24) de 2018 que a edição digital do jornal South China Morning Post escreveu o seguinte (no artigo "Britain’s ‘disgraceful’ pre-handover efforts to deny nationality to Hongkongers revealed in declassified cabinet files"):




"Antes do retorno das duas cidades, Hong Kong e Macau, para o domínio chinês, a Grã-Bretanha pressionou de forma repetida Portugal por forma a não conceder a nacionalidade lusa [nem demais direitos] aos seus residentes em Macau para evitar que os de Hong Kong pedissem o mesmo tratamento, revelaram documentos recentemente desclassificados".

30/06/2020

Símbolo de vitória


Independentemente de se julgar que o imperador romano Constantino se converteu ao Cristianismo ou sequer que o tenha adoptado como religião oficial do império que chefiava, é importante ter em mente a frase que aquele terá visto numa cruz ‘aérea’ quando, no decurso de uma guerra civil, se preparava para se bater contra o seu antecessor, o imperador Maxêncio: "In Hoc Signo Vinces" ("Neste Símbolo Está A Vitória", em português).

Importante porque este lema começou a fazer parte do sistema monetário português a partir do reinado de D. Manuel I – de 1495, portanto – tendo apenas acabado pouco depois do triunfo das ideias liberais no país.

Mas não foi só em Portugal que esse lema vingou na Moeda: também no Brasil – sob a liderança do imperador D. Pedro II – foram cunhadas moedas com essa inscrição.

29/06/2020

Princip e a I Guerra Mundial

Ao assassinar o arquiduque Francisco Fernando, herdeiro do trono Austro-Hungaro, – e a esposa –, na cidade bósnia de Sarajevo no dia 28 de Junho de 1914, talvez Gavrilo Princip pensasse ter morto "apenas" duas pessoas.

Creio, no entanto, ser justo recordar que tal acto homicida originou (segundo a versão oficial, evidentemente), algumas semanas mais tarde, um conflito bélico que dizimaria milhões de vidas.

Que desperdício.

27/06/2020

O dinheiro e a popularidade de Oscar Wilde

"Quando eu era jovem, pensava que o dinheiro era a coisa mais importante do mundo. Hoje, tenho a certeza".

---------------

"Para se ser popular é preciso ser-se uma mediocridade". 

------------



Oscar Wilde (1854-1900), escritor e dramaturgo irlandês

26/06/2020

O estreito de Torres

O estreito de Torres é uma faixa marítima que ‘liga’ o oceano Índico ao oceano Pacífico: de um ‘lado’ do estreito está a Austrália (mais concretamente, o estado de "Queensland") e, do outro, está a Papuásia-Nova Guiné.

Ora, sendo o lema do referido estado "Audax at Fidelis" ("Corajosa/o mas Fiel", em português), fará todo o sentido ‘aplicá-lo’ também a quem descobriu esta faixa de mar entre os dois territórios e o primeiro europeu a lá navegar: o português Luís Vaz de Torres, no século XVI, ao serviço da coroa espanhola.



post scriptum: a razão por que a Austrália não é, segundo muitos geógrafos, uma ilha é, apenas, porque é um "continente".

25/06/2020

A batalha de S. Mamede

Aconteceu no dia 24 do mês de Junho do ano 1128 nos arredores daquela que viria a ser, depois, a cidade Guimarães, a batalha de S. Mamede.

Ora, bateram-se soldados chefiados por D. Afonso Henriques contra soldados comandados (ou melhor, inspirados) pela mãe daquele.

E foram precisamente estas as derrotadas.

Certo também é que à derrota no campo de batalha por parte de D. Teresa se ‘juntou’ a derrota da estratégia política por si advogada que se consubstanciaria numa espécie de união entre o Condado Portucalense e o Reino galego.

Ganhou a "causa" independentista.

24/06/2020

A Batalha de Solferino

Foi em 24 de Junho de 1859 que aconteceu a Batalha de Solferino.


Este embate foi o último antes da unificação de Itália e consistiu na anexação da ‘maior parte’ da Lombardia pela região Sardenha-Piemonte.