24/07/2020

D. António, o prior do Crato


Nasceu em 1531 o filho bastardo (ilegítimo) do infante D. Luís – que, por sua vez, foi um dos filhos do rei D. Manuel I –, D. António foi educado por perceptores ‘ligados’ à Igreja Católica e "amantes" das chamadas Artes e Humanidades.

Mas, apesar de ter sido ‘presenteado’ com o priorado do Crato, recusou-se a ‘seguir’ a "vida" eclesiástica.

De facto, participante, anos depois, em combates no Norte de África (onde, de resto, chegou a ser governador de Tânger) e ao lado do rei D. Sebastião na batalha de Alcácer Quibir, assistiu à derrota.

Vencidos os soldados – e a estratégia portuguesa… –, D. António teve, ainda assim, um destino melhor: não perdeu a vida e conseguiu escapar do cativeiro muçulmano.

Regressado a Lisboa, pressentiu o perigo que pairava em torno da independência de Portugal.

Contrariando a ideia de uma espécie de União Ibérica, D. António alinhou ao lado dos independentistas e tentou mesmo tornar-se rei de Portugal.

Mas não conseguiu: depois de derrotado na batalha de Alcântara (em Agosto de 1580), optou por se exilar na ilha Terceira, no arquipélago dos Açores.

Aí tentou, até ao fim dos seus dias – em 1595 – restaurar a independência de Portugal.

Não o conseguiu.



                                                                    






23/07/2020

"Bulimia" e "Bulionismo"

"Bulimia" e "Bulionismo" são palavras com grafias semelhantes mas que expressam conceitos que nada têm em comum.

Efectivamente, "Bulimia" é um distúrbio de origem psicológica que tem uma "tradução" física.

Já o "Bulionismo" foi uma política em "voga" há alguns séculos que preconizava a proibição da saída de metais preciosos (ouro, sobretudo) de um país.

22/07/2020

Silvas há muitos

O apelido Silva sempre foi um dos mais 'utilizados' em Portugal (e também no Brasil).

Ora, o general romano que governava a província da Judeia aquando da chacina de Massada - ocorrida no ano 72 depois do suposto nascimento de Jesus Cristo - chamava-se Flavius Silva...

21/07/2020

Salvemo-nos!

"Não nos iludamos. Ou nos salvamos nós, ou ninguém nos salva".



Manuel Laranjeira (1877-1912), poeta, dramaturgo e ensaísta português

20/07/2020

"Mein Kampf" e a "exposição de arte degenerada"

Foi ‘algures’ no mês de Julho de 1925 que foi publicado o livro "Mein Kampf".

Escrito por Adolf Hitler enquanto cumpria pena de prisão (em Landsberg) e mais tarde elevado à categoria de "Bíblia" do nacional-socialismo (ou nazismo), "Mein Kampf" serviu de base a toda a barbárie que se seguiu.

Justificando-a.

Parcialmente, claro.


***


Mas não foi ‘algures’ que membros da resistência à Alemanha hitleriana organizaram uma tentativa para assassinar Adolf Hitler. Foi no dia 20 de Julho de 1944.







***

Alemanha.



Munique.



19 de Julho de 1937.



Joseph Goebbels, o mestre da propaganda do regime "nazi", inaugurou nesta data aquela que foi designada como "A exposição de arte degenerada".



Resultado da decadência moral e da loucura, defendeu-se então.



Ora, talvez nunca como nos anos que se seguiram, o mundo teria a oportunidade de ver e sentir na pele a verdadeira "decadência moral" e a "loucura" de um regime político.

18/07/2020

O padre António Vieira

Assinalam-se hoje exactamente trezentos e vinte e três anos da morte do missionário jesuíta português António Vieira na cidade brasileira de Salvador.

Aproveito, assim, para recordar um excerto de um sermão que pregou em S. Luís do Maranhão em 1654.


"Quem olhasse neste passo para o mar, e para a terra, e visse na terra os homens tão furiosos, e obstinados, e no mar os peixes tão quietos, e tão devotos, que havia de dizer? Poderia cuidar que os peixes irracionais se tinham convertido em homens, e os homens não em peixes, mas em feras".

17/07/2020

O Mar Cáspio

Com uma extensão de cerca de 371 mil quilómetros quadrados e uma profundidade máxima capaz de superar o quilómetro, o Mar Cáspio é a maior massa de água ‘interior’ do planeta.


‘Interior’ já que faz fronteira com vários países situados nos continentes europeu e asiático (o poeta francês Paul Valéry designava a Europa como o "pequeno cabo da Ásia"…): com a Rússia, com o Azerbaijão, com o Irão, com o Turquemenistão e com o Cazaquistão.


Efectivamente, a dimensão da sua extensão é directamente proporcional à sua ‘riqueza’ pois é abundante o petróleo e o gás natural.


Ora, sendo tão rico, não estranhará que seja uma ‘fonte’ de diferendos entre países e, por isso, um ‘motivo’ de ‘combate’ geopolítico à escala internacional.