Nasceu em 1531 o filho bastardo (ilegítimo) do infante D. Luís –
que, por sua vez, foi um dos filhos do rei D. Manuel I –, D.
António foi educado por perceptores ‘ligados’ à Igreja Católica
e "amantes" das chamadas Artes e Humanidades.
Mas,
apesar de ter sido ‘presenteado’ com o priorado do Crato,
recusou-se a ‘seguir’ a "vida" eclesiástica.
De
facto, participante, anos depois, em combates no Norte de África
(onde, de resto, chegou a ser governador de Tânger) e ao lado do rei
D. Sebastião na batalha de Alcácer Quibir, assistiu à derrota.
Vencidos
os soldados – e a estratégia portuguesa… –, D. António teve,
ainda assim, um destino melhor: não perdeu a vida e conseguiu
escapar do cativeiro muçulmano.
Regressado
a Lisboa, pressentiu o perigo que pairava em torno da independência
de Portugal.
Contrariando
a ideia de uma espécie de União Ibérica, D. António alinhou ao
lado dos independentistas e tentou mesmo tornar-se rei de Portugal.
Mas
não conseguiu: depois de derrotado na batalha de Alcântara (em
Agosto de 1580), optou por se exilar na ilha Terceira, no arquipélago
dos Açores.
Aí
tentou, até ao fim dos seus dias – em 1595 – restaurar a
independência de Portugal.
Não
o conseguiu.