08/08/2020

D. Joana, a beltraneja

A filha do rei de Castela Henrique IV e da sua mulher, a rainha Joana (irmã daquele que governaria Portugal com o 'título' D. Afonso V) era, precisamente, D. Joana.

Oficialmente.

Porque vozes não oficiais asseguravam ser D. Joana filha de D. Beltrán de la Cueva, um fidalgo muito 'próximo' da rainha.

Fosse como fosse, a verdade é que o tio português tentou desposá-la para poder ter pretensões ao trono de Castela.

No entanto, o casamento não foi autorizado pelo papado pelo que a união ibérica apenas se concretizaria mais de um século depois...

07/08/2020

Os Aztecas e os Incas

Os Aztecas governaram a maior porção de território do actual México.

Já os Incas criaram (e, depois, controlaram) um Império que, segundo alguns especialistas, 'começou' no Sul do actual Peru e se 'estendeu' ao território 'ocupado' pela actual Argentina 'acabando' na região meridional (Sul) da actual Colômbia. Desde, sensivelmente, o início do século XV até à conquista espanhola, na década de 1530.

06/08/2020

Cairo

Cairo, a cidade que é capital do Egipto, é, actualmente, a ‘maior’ urbe de África já que nela habitam mais de onze milhões de pessoas.

05/08/2020

As superbactérias, Lévi-Strauss e o Homem

Li, há dias, o seguinte: "A pandemia do novo coronavírus veio provar o que os cientistas sabem há muito: ciclicamente a natureza surpreende a Humanidade. O aviso para a emergência de novos vírus é antigo e não é único. Sabe-se também que as bactérias aprendem a vencer o que as mata e o aparecimento de organismos resistentes a todos os antibióticos já está a acontecer. Doentes infetados com superbactérias têm sido detetados em laboratórios internacionais e o aparecimento de surtos é uma questão de tempo".

Ora, talvez venha a propósito lembrar algo que o antropólogo belga Claude Lévi-Strauss (1908-2009) disse em tempos: "O mundo começou sem o Homem e acabará sem ele".

04/08/2020

Gibraltar, Ceuta e Melilla

Muito antes de Espanha ter perdido a soberania de Gibraltar – um istmo com cerca de 6 quilómetros quadrados de área –, no dia 4 de Agosto de 1704, na sequência de uma ‘operação’ (invasão…) marítima concertada entre a Inglaterra e a Holanda, muitos povos haviam lutado por garantirem a posse do território de observação – e controlo – sobre o Mediterrâneo.

Ora, espero é que todos quantos, desde então, se têm indignado com a ausência de uma espécie de integridade territorial de Espanha, tenham colocado uma questão a si mesmos: será que Marrocos não poderia queixar-se do mesmo (já que perdeu para Espanha Ceuta e Melilla nos séculos XVI e XVII, respectivamente)?

03/08/2020

A Guerra do Golfo

Tropas iraquianas invadiram o vizinho Kuwait no início do mês de Agosto de 1990 precipitando a chamada Guerra do Golfo, militarmente liderada pelos Estados Unidos da América.

Ora, esse conflito seria, apenas, uma espécie de prelúdio da própria invasão do Iraque, em Março de 2003.

Invasão que, recordo, foi metodicamente calculada e organizada sem a autorização da Organização das Nações Unidas mas novamente sob a liderança dos Estados Unidos da América.

01/08/2020

Os Jogos Olímpicos de Berlim

1 de Agosto de 1936.

Foram inaugurados na capital alemã, Berlim, os X’s Jogos Olímpicos da Era Moderna (isto é, desde 1896).

Seriam, para a cúpula nacional-socialista (ou nazi), a ocasião perfeita para demonstrar a superioridade racial que advogavam.

Houve, no entanto, um atleta preto (ou negro, se se preferir) – de nacionalidade norte-americana, por sinal – cuja ‘actuação’ a destruiu por completo: Jesse Owens.

Ora, apesar da refutação inelutável do principal postulado do ideário nacional-socialista, este não só se manteve como originaria, também e sobretudo, algumas das ‘maiores’ barbaridades alguma vez cometidas do Homem contra o Homem.



Post scriptum 1: curiosamente, o ‘ritual’ de transporte – e ‘passagem’ – da chamada tocha olímpica, símbolo, também, do respeito pelos ideais humanistas e de harmonia entre os povos teve inicio nos Jogos Olímpicos de Berlim…


Post scriptum 2: a pandemia de COVID-19 obrigou a adiar (para Julho de 2021) os Jogos Olímpicos de 2020. De facto, só por três vezes a realização dos Jogos foi cancelada (e não adiada, ‘simplesmente’): Em 1916, em 1940 e em 1944 (anos de guerra, portanto).