16/09/2020

A Casa dos Bicos

A Casa dos Bicos foi mandada construir em Lisboa no ano 1523 por Brás de Albuquerque, filho de um dos mais destacados vice-reis** de Portugal na Índia: Afonso de Albuquerque.

Ora, como tantas outras casas de famílias nobres, localizava-se perto do Paço Real, na Ribeira.

No entanto, o terramoto de 1 de Novembro de 1755 ‘retirou’ uma ‘parte’ da sua nobreza já que lhe destruiu os dois pisos superiores.

Ainda assim, séculos depois, chegou a ‘acolher’ a Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses.



** Os vice-reis eram representantes do rei de Portugal nas zonas controladas por este país na Índia.


Afonso de Albuquerque.

15/09/2020

A Batalha de Attu

Leio, por vezes, que na América do Norte não aconteceu qualquer batalha durante a Segunda Guerra Mundial.

Ora, a verdade é que a batalha de Attu se lutou, durante cerca de três meses em 1943, no estado norte-americano Alasca e 'envolveu' soldados norte-americanos e japoneses.

14/09/2020

Filipe III (em Espanha mas Filipe II em Portugal)

Foi em 13 de Setembro de 1598 que o rei Filipe III – em Espanha mas Filipe II em Portugal – foi coroado rei.

Talvez o facto de ter exercido um reinado pontuado por alguma depauperação das finanças do Estado possa ajudar a explicar por que razão o rei que lhe sucedeu – Filipe IV em Espanha mas Filipe III em Portugal – tenha ‘lançado’ alguns impostos em Portugal (‘facilitando’ a Restauração…).

12/09/2020

Nada

Existencialismo niilista é uma doutrina ‘oriunda’ da Filosofia que propõe a ideia de que os seres humanos – e tudo o que os rodeia como sentimentos, "objectivos laborais" ou ‘estruturas’ sociais e políticas, por exemplo – apenas existem materialmente (ou seja, enquanto corpos e entidades concretas).


Espiritualmente, se se quiser, não.

11/09/2020

Carlos V mais além

O lema do imperador Carlos V – "Plus Ultra" – ("Mais Além", em português) integra a actual bandeira de Espanha.

Ora, foi para ir exactamente mais além que o navegador português Fernão de Magalhães se dirigiu a Carlos V propondo ir ao encontro das especiarias até então exclusivas do comércio português por uma rota marítima que não colidisse com a parte portuguesa definida pelo Tratado de Tordesilhas.

Ou seja, navegando apenas na metade espanhola do mundo a descobrir, por assim dizer.

Acabou Fernão de Magalhães por não conseguir alcançar as tão cobiçadas especiarias mas tornou-se no primeiro ser humano (coadjuvado pelo espanhol Juan Sebastián Elcano) a fazer a circum-navegação ao globo terrestre.

10/09/2020

"In God We Trust"

Talvez influenciados por estarem a brindar com vinho da Madeira, o lema adoptado pelos pais fundadores dos Estados Unidos da América foi "E Pluribus Unum" (ou, em português, "Entre Muitos, Um") – à semelhança do escolhido, em Portugal, pelo clube Sport Lisboa e Benfica mais de uma centena de anos mais tarde – para aludir à ‘herança’ cultural e étnica do país e a uma tolerância que, de resto, em muito poucas ocasiões se verificaria.

Ora, em meados da década de 1950, os Estados Unidos – então em confronto ideológico (e não só) com a Comunista União Soviética – decidiram, num gesto desafiador, inscrever o lema "In God We Trust" ("Confiamos Em Deus", em português) nalgumas notas e moedas em circulação corrente: perante um país com um regime político comunista (e claro, anticapitalista) e ateu, o que poderia ser melhor do que exaltar uma entidade divina no sistema monetário, fulcro do Capitalismo?

Mas, embora a União Soviética possa ter já desaparecido, tal lema tem-se mantido e irá continuar a existir: o Supremo Tribunal norte-americano anunciou já, em Junho de 2019, que considerava improcedente uma queixa apresentada que pretendia a retirada pura e simples do referido "In God We Trust" por, argumentou-se, chocar contra os direitos religiosos de quem se identificava como ateu.

09/09/2020

A UNESCO e a língua portuguesa

A UNESCO é a organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura. Ou seja, é a responsável pela promoção destas dimensões da vida do Homem, onde quer que habite.

Trata-se, assim, de uma organização que almeja, como o seu lema de resto refere, "Building peace in the minds of men and women" ("Construir a paz nas mentes dos homens e das mulheres", em português).

Ou seja, a paz.

Ora, esta construção implica diálogo.

No entanto, a UNESCO só dialoga em seis idiomas (que são, portanto, oficiais): inglês, francês, espanhol, russo, árabe e mandarim.

Em português, por exemplo, não!

Mas a língua portuguesa, para além de ser uma das mais faladas no mundo – já que cerca de 4% da população do planeta a fala –, tem uma ‘abrangência’ geográfica verdadeiramente universal: falam-na na América (o Brasil), na Europa (Portugal), em África (em Angola, em São Tomé e Príncipe, em Cabo Verde, em Moçambique e na Guiné-Bissau) e na Ásia (em Timor-Leste e em Macau).

Ou seja, a "Lusofonia" espalha-se por mais de dez milhões de quilómetros quadrados.

Aliás, num mundo com cada vez mais migrantes e refugiados e com uma língua a desaparecer a cada quatorze dias, poderia ser, até, um sinal para a melhoria na busca da UNESCO pela construção da paz ter muito mais línguas oficiais do que as seis que tem actualmente.