A UNESCO é a
organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e
Cultura. Ou seja, é a responsável pela promoção destas dimensões
da vida do Homem, onde quer que habite.
Trata-se,
assim, de uma organização que almeja, como o seu lema de resto
refere, "Building peace in the minds of men and women"
("Construir a paz nas mentes dos homens e das mulheres", em
português).
Ou
seja, a paz.
Ora,
esta construção implica diálogo.
No
entanto, a UNESCO só dialoga em seis idiomas (que são, portanto,
oficiais): inglês, francês, espanhol, russo, árabe e mandarim.
Em
português, por exemplo, não!
Mas
a língua portuguesa, para além de ser uma das mais faladas no mundo
– já que cerca de 4% da população do planeta a fala –, tem uma
‘abrangência’ geográfica verdadeiramente universal: falam-na na
América (o Brasil), na Europa (Portugal), em África (em Angola, em
São Tomé e Príncipe, em Cabo Verde, em Moçambique e na
Guiné-Bissau) e na Ásia (em Timor-Leste e em Macau).
Ou
seja, a "Lusofonia" espalha-se por mais de dez milhões de
quilómetros quadrados.
Aliás,
num mundo com cada vez mais migrantes e refugiados e com uma língua
a desaparecer a cada quatorze dias, poderia ser, até, um sinal para
a melhoria na busca da UNESCO
pela
construção da paz ter muito mais línguas oficiais do que as seis
que tem actualmente.