Bem, não literalmente.
Infelizmente.
Foi no dia 10 de Novembro de 1444 que se consumou a Batalha de Varna.
O Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas (no concelho de Sintra) contém, numa das suas divisões, a seguinte inscrição:
"Ora . Lege . Lege . Lege . Relege . Labora . Et . Invenies".
Em latim, portanto.
Em português: "Reza . Lê . Lê . Lê . Relê . Trabalha . E . Conseguirás".
De facto, o filósofo francês Montesquieu (1689-1755) escreveu que "estudar tem sido, para mim, a melhor solução para enfrentar as desilusões da vida. Nunca identifiquei um qualquer problema que, após uma hora de leitura, continuasse a sê-lo"….
Ler, ler e ler...
Nada quero escrever em relação ao facto de a Bélgica ser, actualmente, um dos países do continente europeu (ou euro-asiático…) onde a taxa de infecção da ‘sua’ população pelo vírus "SARS-CoV-2" é mais elevada.
O que quero
lembrar é, sim, o facto de o nome "Bélgica" ter origem no
nome "Belgae", uma das tribos (de ‘origem’ celta) que,
na pré-história, se fixou no território que todos designamos
"Bélgica"…
A Guerra de 1812 foi um conflito bélico entre os exércitos dos Estados Unidos da América e o do Reino Unido e Irlanda.
Foi um confronto que se
iniciou em 1812, precisamente, e que só terminaria em 1815 depois da
assinatura, em 24 de Dezembro de 1814, de um tratado: o Tratado de
Gent ("Gent", em flamengo,
ou "Gant", em francês, cidade belga).
A escravatura foi oficialmente abolida na Tunísia em 1846 mas não foi senão há poucos dias que um cidadão do país conseguiu, perante a Justiça, que um dos seus apelidos – "ateeq", que significa "descendente de escravos" – fosse "eliminado" dos registos.
Recordo que os Negros –
como este cidadão – perfazem cerca de quinze por cento da
população daquele país do Norte de África mas continuam a
ver-lhes negado o acesso, por exemplo, a muitas oportunidades de
trabalho.
Ainda ontem aqui escrevi sobre Londres, a capital inglesa.
Retorno, assim, à cidade.
Em sentido figurado, evidentemente.
Longe, muito longe, no Tempo, está o Grande Fogo de Londres: em 1666.
Ora, muitos terão, então, abandonado a cidade.
No entanto, tal como Fénix renasceu das cinzas, também Londres, de então para cá, se tornou uma cidade cosmopolita e vibrante.
De facto, podem, em 2020, ouvir-se nas escolas da cidade mais de trezentos idiomas...
Depois dos seljúcidas terem reinado no território que actualmente – e desde há décadas – se designa por "Turquia" desde, sensivelmente, meados do século XI até meados do século XIII e depois da invasão por parte dos mongóis, os turcos otomanos fundaram e consolidaram, entre os séculos XIV e XX um dos ‘maiores’ impérios que a História humana já havia testemunhado.
Não admirará, por isso, que cerca do ano 1650, Istambul tenha sido a cidade mais populosa do mundo com uma população estimada em setecentas mil pessoas.
Tal como não admirará a previsão da Organização das Nações Unidas (a O.N.U.) do crescimento, ao ‘longo’ dos próximos anos, do fenómeno urbano no mundo.
Ora, sendo Istambul a única cidade do mundo que ‘assenta’ em dois continentes – Europa e Ásia –, parece-me importante recordar que, ainda segundo as previsões da O.N.U., Londres será, na Europa, e já em 2030, a cidade mais densamente povoada com quase dez milhões de habitantes.
Na Ásia, por "outro lado", Ho Chi Minh (a antiga Saigão vietnamita) será, com vinte e oito milhões de pessoas, a cidade mais populosa.