28/11/2020

O Auto e a Fábula

Segundo a obra "Termos Básicos de Literatura, Linguística e Gramática" (Publicações Europa-América), "Auto" é um "termo que surge nos finais da Idade Média, durante os séculos XVI e XVII, aplicado ao teatro tradicional sob os mais diversos temas, que, ao mesmo tempo, divertia e moralizava pela sátira de costumes. Foi cultivado sobretudo em Espanha e Portugal por Juan del Encino e Gil Vicente" e "Fábula" é uma "composição de sentido alegórico e moral cujas personagens são animais que falam e têm como principal objectivo cativar, para transmitir moralidade e criticar os vícios".

27/11/2020

Mongol e Mogol

Vi e ouvi há dias, no canal 2 da R.T.P., um documentário sobre a Pérsia. Documentário produzido e realizado pela "British Broadcasting Corporation" (ou B.B.C.), acrescente-se.


Assim, em dado momento, fez-se referência a uma invasão chefiada por Gengis Khan.


Ou seja, pelo exército mongol, espécie de ‘personificação’ do Império Mongol, precisamente.


Mas a(s) pessoa(s) encarregada(s) da legendagem de tal ‘peça’ televisiva optou(aram) por designar a referida invasão de...Mogol.


Ora, se é um facto histórico que os Mongóis invadiram (militarmente, pois) a Pérsia (ou Irão, como é, quase sempre, actualmente, designada), a Pérsia nunca esteve sujeita ao Império Mogol.


Foi apenas no século XVI que um descendente do mongol Gengis Khan invadiu o chamado subcontinente indiano tornando-se, de seguida, o primeiro governante num ‘espaço’ de tempo (mais de dois séculos, recordo) em que o território indiano esteve sujeito ao islamismo: o Império Mogol.


De facto, confundir – repetidamente, diga-se – Império Mongol (e Pérsia) com Império Mogol (e Índia) e os respectivos períodos de tempo em que se relacionaram, por assim dizer, é manifestar, desde logo, uma ausência de rigor histórico.


E mais não digo (escrevo)...

 


 Pérsia: Mongóis ou Mogóis?

26/11/2020

Estados Unidos da América, Espanha e Filipinas

Como ‘parte’ integrante de um tratado de paz estabelecido em 1898 – o Tratado de Paris – entre Espanha e os Estados Unidos da América, este último comprou – note-se, comprou – à Espanha as Filipinas por cerca de vinte milhões de dólares.


Ainda assim, mais do que os sete milhões que, três décadas antes, tinha pago pela compra, à Rússia, do Alasca.

25/11/2020

Trotsky e o "exército vermelho"

Léon Trotsky foi a quem, depois da "Revolução de Outubro", foi atribuída a tarefa de reorganizar o exército russo, daí em diante designado "exército vermelho".

24/11/2020

A "espada de Dâmocles"

Já escrevi aqui neste ‘espaço’ sobre a expressão "vitória de Pirro".


Do facto de, apesar de a utilizar, pouco – ou nada… – saber sobre a sua ‘origem’.


Ora, o mesmo se ‘aplica’ à expressão "espada de Dâmocles".


A sua origem remonta às "Tusculanae Disputationes", obra escrita pelo filósofo romano Cícero em no ano 45 antes do ano atribuído ao nascimento de Jesus Cristo. Dionísio II, rei que havia sido da cidade siciliana Siracusa que governava com "mão de ferro" e, talvez por isso, vivia amedrontado com o facto de poder ser assassinado, residia num luxuoso palácio rodeado de criados. Um deles, de seu nome Dâmocles, bajulador ("engraxador"), invejava-lhe a posição e o poder supremo. Certo dia, o rei, cansado de o ouvir, sugeriu-lhe que, por um dia, fosse ele o rei. Dâmocles, claro, ficou extasiado e aceitou. Coroado e rodeado de riquezas e luxo, Dâmocles sentiu-se o homem mais feliz a viver à face da terra. Banqueteando-se abundantemente (e inebriantemente) e ouvindo música, reparou que, pendendo sobre a sua cabeça, pairava uma espada com uma lâmina aguçada e reluzente presa ao tecto apenas por um fino cabelo. Rapidamente, pois, o estado de arrebatamento o abandonou: era essa mesma espada presa ao tecto por um só cabelo que Dionísio via todos os dias. E com medo que algo ou alguém o cortasse.



Assim, ao popularizar a expressão "espada de Dâmocles", Cícero pretendia como que lembrar o perigo constante como "preço a pagar" pelo exercício do poder...


 

23/11/2020

A "Revolução Gloriosa"

A "Revolução Gloriosa" refere-se aos acontecimentos que caracterizaram Inglaterra em 1688 e em 1689: a deposição do monarca reinante, Jaime II, e a sua ‘substituição’ pela sua filha, Maria II, e pelo marido desta, Guilherme II, príncipe de Orange e governante dos Países Baixos.

21/11/2020

As "raízes" da Constituição dos Estados Unidos da América

Partiu de Plymouth, em Inglaterra, em Setembro de 1620, o navio mercante "Mayflower".


Só que dessa vez não transportava qualquer mercadoria.


Apenas passageiros.


Mais de cem.


Que queriam começar, no outro ‘lado’ do Atlântico, na então colónia inglesa que se viria a ‘chamar’ Estados Unidos da América, uma ‘nova’ vida.


Ora, uma vez aí chegados decidiram alguns desses passageiros elaborar um documento – o "Pacto de Mayflower".


Este pacto foi assinado no dia 11 de Novembro de 1620 (que corresponde ao dia 21 do referido mês de acordo com o actual calendário) e, sendo uma espécie de acordo de princípio para o ‘funcionamento’ democrático da nova colónia a criar, inspirou as ‘bases’ da Constituição dos Estados Unidos da América.