27/02/2021

A guarda de honra do Reino Unido

Quem não conhece a indumentária da guarda de honra da rainha Isabel II?


Ora, mas se actualmente mais não são do que símbolos pacíficos de Londres e do Reino Unido tiveram, no século XIX, uma importância estratégica e militar.


O objectivo era, de facto, assustar o Inimigo: se se lembrar que a guerra era, no século XIX, feita "a pé", os chapéus serviam para tornar os soldados mais altos e, por isso, mais assustadores.


Já a razão de os uniformes serem vermelhos é mais prosaica: a tinta vermelha era a mais barata e disponível no mercado… Permitia também, por exemplo, não confundir os próprios companheiros com os soldados às ordens de Napoleão Bonaparte.

26/02/2021

A dignidade eterna

Aos restos mortais de mais de uma centena de soldados russos e franceses que tombaram durante a retirada das tropas napoleónicas de Moscovo em 1812 foram dados honras militares e, também por isso, um enterro digno.


Para isso, autoridades russas e francesas juntaram-se na cidade russa de Viazma (localizada a mais de duzentos quilómetros de Moscovo) em meados deste mês e deram um enterro individual a esses restos mortais (descobertos em 2019 numa vala comum).


Que encontrem a partir de agora a paz eterna que merecem.

 

25/02/2021

Harriet Tubman e as notas de $20

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos da América está novamente empenhado em que figure nas notas de vinte dólares a efígie de uma mulher que viveu no século XIX e que foi uma abolicionista – salvou da escravatura centenas de pessoas – e activista (política e social): Harriet Tubman.


Escrevi "novamente" porque tal gesto havia já sido ‘ensaiado’ durante a chamada Administração Obama.


E ‘congelado’ pela Administração Trump…


Ora, a actual porta-voz da "Casa Branca" veio entretanto explicar ser importante que o dinheiro, por assim dizer, em circulação no país reflectisse a história e a diversidade (étnica?) do mesmo.


Totalmente apoiado!

24/02/2021

A Grã-Bretanha e a Índia (novamente)

Embora tivesse já sido publicado em Dezembro de 2018, só há pouco descobri o texto "How Britain stole $45 trillion from India

And lied about it." que o professor na Universidade de Londres e membro da "Royal Society of Arts" Jason Hickel escreveu.


Confesso que foi, para mim, uma leitura extremamente elucidativa.


Tomo, por isso, a liberdade de reproduzir um excerto. Devidamente traduzido, claro.



"Temos que reconhecer que a Grã-Bretanha, primeiramente, ganhou e manteve, depois, o controlo da Índia não por mera benevolência mas devido ao roubo e que, em segundo lugar, a ascensão industrial da Grã-Bretanha não surgiu por ‘obra’ da máquina a vapor e da existência de instituições fortes (como os ‘nossos’ manuais escolares nos ensinam) mas sim com base no roubo violento feito sobre outras terras e sobre outros povos".

23/02/2021

"V for Vendetta"

 

 

Ao pesquisar, há dias, na "Internet", deparei-me com a fotografia (créditos: Jacob King/PA) reproduzida acima: nela, o actual ministro da saúde do governo britânico, Matt Hancock, surge a proferir um discurso através de videoconferência perante dezenas de trabalhadores de um hospital do Reino Unido.


Ora, a primeira ‘impressão’ que tive quando vi esta imagem foi a sua extraordinária semelhança com várias cenas do filme "V for Vendetta" (‘lançado’ em 2005) em que o ditador Adam Sutler (personagem interpretada pelo entretanto falecido actor John Hurt) também surge a proferir discursos por videoconferência.


Num regime totalitário em ‘vigor’ no país.


No futuro…

 

22/02/2021

A guerra do xadrês

O xadrês foi inventado na Índia há cerca de mil e quinhentos anos.


Como um jogo de guerra.


Bem ‘longe’ dos propósitos pacifistas e humanistas que estão actualmente subjacentes a (quase) todos os jogos existentes no mundo.


De tabuleiro ou não.


20/02/2021

A doação de Leitão de Barros

Foi, no ‘início’ de 2021, doado à Fundação Calouste Gulbenkian o espólio documental de José Leitão de Barros (1896-1967).


Autor relevante no ‘panorama’ cultural do século XX em Portugal, a família deste relegou à dita fundação documentos tão importantes como manuscritos (de argumentos para filmes, de crónicas para a imprensa e de textos para teatro).


Ao poder permitir, por exemplo, uma melhor compreensão do ‘ambiente’ cultural e artístico em Portugal entre as décadas de 1930 e 1960, tal doação configura-se como "importantíssima".


Permita-se-me, assim, acrescentar a palavra generosidade para qualificar o acto da família Leitão de Barros e agradecer-lhe.