03/03/2021

António Silva

Nada quero escrever em relação ao facto de se assinalar hoje o Dia Internacional da Vida Selvagem.
 
Mas o quero escrever, sim, é isto: assinalam-se hoje também cinquenta anos da morte do actor António Silva.
 
Foi, efectivamente, em 3 de Março de 1971 que faleceu aquele que acho que foi, até aos dias de hoje, um dos mais dinâmicos – e, por isso, melhores – actores portugueses.
 
Aqui fica a minha singelíssima homenagem à sua memória.

02/03/2021

O Homem, a mentira e a verdade

Escreveu o teólogo e filósofo holandês Erasmo de Roterdão (1466-1536) no seu "Elogio da Loucura" (publicado em 1509) o seguinte:


"A mente do Homem é tal que a mentira tem cem vezes mais influência sobre si do que a verdade"...


01/03/2021

Lippmann e a opinião

O autor norte-americano Walter Lippmann publicou em 1922 o livro "Opinião Pública".


Nele abordou, por exemplo, os conceitos "pseudo-realidade" e "realidade construída".


Expressões concretas e visíveis da manipulação dos ‘meios’ de comunicação social e do ‘meio’ político.


Expressões que o autor, de resto, afirmava serem criadas e perpetuadas pelas referidas Comunicação Social e Política.


Opinião pública ou opinião publicada?

27/02/2021

A guarda de honra do Reino Unido

Quem não conhece a indumentária da guarda de honra da rainha Isabel II?


Ora, mas se actualmente mais não são do que símbolos pacíficos de Londres e do Reino Unido tiveram, no século XIX, uma importância estratégica e militar.


O objectivo era, de facto, assustar o Inimigo: se se lembrar que a guerra era, no século XIX, feita "a pé", os chapéus serviam para tornar os soldados mais altos e, por isso, mais assustadores.


Já a razão de os uniformes serem vermelhos é mais prosaica: a tinta vermelha era a mais barata e disponível no mercado… Permitia também, por exemplo, não confundir os próprios companheiros com os soldados às ordens de Napoleão Bonaparte.

26/02/2021

A dignidade eterna

Aos restos mortais de mais de uma centena de soldados russos e franceses que tombaram durante a retirada das tropas napoleónicas de Moscovo em 1812 foram dados honras militares e, também por isso, um enterro digno.


Para isso, autoridades russas e francesas juntaram-se na cidade russa de Viazma (localizada a mais de duzentos quilómetros de Moscovo) em meados deste mês e deram um enterro individual a esses restos mortais (descobertos em 2019 numa vala comum).


Que encontrem a partir de agora a paz eterna que merecem.

 

25/02/2021

Harriet Tubman e as notas de $20

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos da América está novamente empenhado em que figure nas notas de vinte dólares a efígie de uma mulher que viveu no século XIX e que foi uma abolicionista – salvou da escravatura centenas de pessoas – e activista (política e social): Harriet Tubman.


Escrevi "novamente" porque tal gesto havia já sido ‘ensaiado’ durante a chamada Administração Obama.


E ‘congelado’ pela Administração Trump…


Ora, a actual porta-voz da "Casa Branca" veio entretanto explicar ser importante que o dinheiro, por assim dizer, em circulação no país reflectisse a história e a diversidade (étnica?) do mesmo.


Totalmente apoiado!

24/02/2021

A Grã-Bretanha e a Índia (novamente)

Embora tivesse já sido publicado em Dezembro de 2018, só há pouco descobri o texto "How Britain stole $45 trillion from India

And lied about it." que o professor na Universidade de Londres e membro da "Royal Society of Arts" Jason Hickel escreveu.


Confesso que foi, para mim, uma leitura extremamente elucidativa.


Tomo, por isso, a liberdade de reproduzir um excerto. Devidamente traduzido, claro.



"Temos que reconhecer que a Grã-Bretanha, primeiramente, ganhou e manteve, depois, o controlo da Índia não por mera benevolência mas devido ao roubo e que, em segundo lugar, a ascensão industrial da Grã-Bretanha não surgiu por ‘obra’ da máquina a vapor e da existência de instituições fortes (como os ‘nossos’ manuais escolares nos ensinam) mas sim com base no roubo violento feito sobre outras terras e sobre outros povos".