Lembro-me muito bem de já aqui ter escrito sobre uma atitude de intolerância racial do jogador egípcio de futebol Mohamed Salah (jogador da equipa inglesa "Liverpool").
No texto "Se ele entrar, eu saio".
Ora, não voltarei, evidentemente, a afirmar o quão negativa foi e é essa atitude.
Mas quero, sim, escrever sobre um outro exemplo de que o conflito entre Árabes e Judeus extravasa, por vezes (sempre?), a ‘fronteira’ da Política.
O clube israelita de futebol "Beitar Jerusalem" costuma ser orgulhosamente anunciado por muitos dos seus adeptos como "a equipa mais racista de Israel" pois chamam, por exemplo, "terroristas" aos jogadores árabes das equipas adversárias sendo que esta mesma equipa nunca – desde a sua fundação, em 1936 – ‘acolheu’ um só atleta árabe-israelita***.
No passado mês de Dezembro de 2020, no entanto, o clube passou a ter um dono muçulmano e árabe.
Por sinal, primo do principal governante dos Emirados Árabes Unidos.
Assim, como lidarão esses adeptos com a falta de "pureza" racial do seu clube?
*** Recordo que os Árabes constituem cerca de 20% da população de Israel.
