24/03/2021

Beitar e os árabes

Lembro-me muito bem de já aqui ter escrito sobre uma atitude de intolerância racial do jogador egípcio de futebol Mohamed Salah (jogador da equipa inglesa "Liverpool").


No texto "Se ele entrar, eu saio".


Ora, não voltarei, evidentemente, a afirmar o quão negativa foi e é essa atitude.


Mas quero, sim, escrever sobre um outro exemplo de que o conflito entre Árabes e Judeus extravasa, por vezes (sempre?), a ‘fronteira’ da Política.


O clube israelita de futebol "Beitar Jerusalem" costuma ser orgulhosamente anunciado por muitos dos seus adeptos como "a equipa mais racista de Israel" pois chamam, por exemplo, "terroristas" aos jogadores árabes das equipas adversárias sendo que esta mesma equipa nunca – desde a sua fundação, em 1936 – ‘acolheu’ um só atleta árabe-israelita***.


No passado mês de Dezembro de 2020, no entanto, o clube passou a ter um dono muçulmano e árabe.


Por sinal, primo do principal governante dos Emirados Árabes Unidos.


Assim, como lidarão esses adeptos com a falta de "pureza" racial do seu clube?





*** Recordo que os Árabes constituem cerca de 20% da população de Israel.

23/03/2021

As alterações climáticas

Assinala-se hoje, 23 de Março, o Dia Meteorológico Mundial.


Esta designação pretende distinguir a entrada em vigor da convenção que, há setenta e um anos, estabeleceu a Organização Meteorológica Mundial.


Ora, num momento da história da Humanidade tão marcado pela visibilidade das chamadas "alterações climáticas", parece-me oportuno recordar algumas palavras que o Prof. Filipe Duarte Santos escreveu no artigo "Alterações climáticas: situação actual e cenários futuros" (que foi publicado em 2004), também, o seguinte: "as alterações climáticas induzidas pelo homem são já inevitáveis durante vários séculos. Será apenas possível controlar a sua intensidade por meio da diminuição do valor global das emissões. Face a esta realidade, há essencialmente dois tipos de respostas que se complementam: mitigação e adaptação" e que "Portugal, em relação ao continente Europeu, é um país bastante vulnerável às alterações climáticas, tal como todo o Sul da Europa e região Mediterrânea [Mediterrânica]".

 

 

Por exemplo, a pandemia originou, em 2020, uma ‘queda’ das emissões globais de carbono de mais de 7%.


No entanto, tal irá apenas atenuar a subida da temperatura no planeta em 0,01 graus centígrados e daqui a trinta anos...

22/03/2021

"Apparatchik"

O termo "apparatchik" foi criado para designar os membros do Partido Comunista da União Soviética.


Quero dizer, não necessariamente todos os membros mas, sim, sobretudo os que ‘encarnavam’ mais obedientemente a ideologia do partido.


Ou seja, o funcionário/burocrata.


Ora, há muito que este termo deixou de ser específico do Partido Comunista da União Soviética: não apenas por esta ter deixado de existir há cerca de três décadas mas porque o funcionário/burocrata integra, actualmente, todos os partidos políticos e governos.

20/03/2021

Cazaquistão sem mar

O Cazaquistão, com uma extensão territorial de quase três milhões de quilómetros quadrados, é o ‘maior’ país do mundo sem acesso ao mar, por assim dizer.

19/03/2021

Nem só Egas

Nada quero escrever a propósito de se celebrarem, em 2021, o 140º aniversário da licenciatura em medicina de Arthur Conan Doyle.


Mas apenas e só isto: o Prémio Nobel da Medicina de 1949 não teve apenas como galardoado o português António Egas Moniz.


De facto, também o cientista suíço Walter Rudolf Hess foi distinguido.

 

 


 

18/03/2021

Molay e a Ordem dos Templários

Assinalam-se hoje setecentos e sete anos da execução do grão-mestre da Ordem dos Templários, Jacques de Molay.


Foi, efectivamente, no dia 18 de Março de 1314 que o mais ‘alto’ dignitário desta ordem de cavaleiros foi queimado na fogueira precisamente por ter renegado a confissão que ele próprio havia feito perante a autoridade eclesiástica alguns anos antes.


Ou seja, negou que ele próprio – e a ordem que chefiava fossem hereges.


Ora, com a sua morte, a Ordem dos Templários foi, sem dúvida, ‘decapitada’ e eliminada (embora se tivesse como que refugiado em Portugal com o beneplácito real com o ‘nome’ de "Ordem de Cristo"…).


No entanto, os principais responsáveis por essa destruição – o papa Clemente V e o rei (de França) Filipe IV – não a apreciaram muito tempo pois também ambos morreriam menos de um ano depois da morte de Molay.

17/03/2021

O fim do "apartheid"

Foi no dia 17 de Março de 1992 que a grande maioria da minoria étnica na África do Sul (os chamados brancos) disse "sim", em eleições, ao presidente Frederik de Klerk (que exerceu essa função entre 1989 e 1994) legitimando, assim, as reformas por este propostas e apoiando, portanto, o fim da discriminação/segregação racial.


Recordo que de Klerk recebeu em 1993 (juntamente com Nelson Mandela) o Prémio Nobel da Paz pela sua ‘participação’ no estabelecimento naquele país de África de um regime político democrático não ‘assente’ em princípios raciais.