Através de um decreto aprovado pelas Cortes Constituintes na sessão ocorrida no dia 31 de Março de 1821 – e confirmado pelo rei D. João VI em 5 de Abril seguinte –, foi abolida a Inquisição.
Mas, embora tivessem já passado duas centenas de anos desde o seu fim e, portanto, da abolição escrita de tal instrumento de delação, de tortura e de morte, a Inquisição permanece ‘viva’ nas mentes: como já aqui escrevi – no texto "A Inquisição em Portugal – parte II" –, "segundo os autores da "História da Inquisição Portuguesa (1536-1821)", de José Pedro Paiva e Giuseppe Marcocci, "A sua influência continua a sentir-se ainda hoje, em certas dimensões da vida institucional e até nos costumes e modos de ser e pensar"".




