Em 1969, Henry Kissinger, então o secretário de Estado dos Estados Unidos da América, disse – a propósito da guerra que o país lutava no Vietname – o seguinte: "os guerrilheiros ganharão se não perderem. O exército regular perderá se não ganhar".
20/04/2021
Kissinger: o exército e a guerrilha
19/04/2021
Sodoma e Gomorra
Nunca li o livro que o chamado Marquês de Sade escreveu em ‘finais’ do século XVIII em 1785) – "Les 120 journées de Sodome" (ou, em português, "Os 120 dias de Sodoma") enquanto estava preso na Bastilha devido a "escândalos" de cariz sexual –, nem vi o filme que o realizador norte-americano de cinema Robert Aldrich dirigiu na década de 1960 "Sodom and Gomorrah" (ou, em língua portuguesa, "Sodoma e Gomorra"), mas sempre tive curiosidade de saber o que eram – ou tinham sido – "Sodoma" e "Gomorra".
Ora, segundo o ‘livro’ do Génesis (do Antigo Testamento), as duas cidades da Palestina foram visadas pela ira divina – ou seja, fisicamente destruídas – em virtude de muitos dos seus habitantes manifestarem um comportamento considerado lascivo no que se referia à sexualidade.
18/04/2021
O património material em Portugal e a sociedade
Pude ler, há dias, numa "newsletter" que recebi da Direção-Geral do Património Cultural, o seguinte: "O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios (DIMS) foi criado pelo Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios (ICOMOS) a 18 de Abril de 1982, e aprovado pela UNESCO no ano seguinte, com o objectivo de sensibilizar os cidadãos para a diversidade e vulnerabilidade do património, bem como para a necessidade da sua protecção e valorização".
Aproveito, assim, para sugerir uma leitura ao texto introdutório escrito pelo professor e historiador Vítor Serrão no livro "Portugal em Ruínas" (publicado em 2014 pela Fundação Francisco Manuel dos Santos). Ora, aí poderá ‘digerir-se’ o seguinte: "O nosso país constitui, de há muito, um exemplo tristemente esclarecedor da sanha descontrolada de anti-património. As fases subterrâneas da História portuguesa pululam de ondas de descaracterização, de desleixo e de abandono de parte da sua memória arquitectónica, outrora significativa, que pura e simplesmente é deixada em estado de silenciosa agonia, em nome de uma ideia abastardada de progresso. Não só as guerras e as catástrofes naturais, os megassismos e os incêndios, as invasões estrangeiras e as fases de conturbação intestina, os maus restauros e as ondas de iconoclastia, contribuíram para essa perda do património comum, mas também a inconsciência das tutelas, a ambição de especuladores sem escrúpulos, a desmemória de muitas comunidades e a falta de instrumentos legais de preservação e de salvaguarda. Destes pequenos-grandes crimes de lesa-património falam os exemplos aqui reunidos".
Concluo este texto citando, também, um artigo jornalístico – ""Ruin'arte", imagens de um país devoluto", publicado, na "Internet", pelo jornal Público em 2015 – feito a propósito de uma exposição levada a efeito pelo referido Gastão Brito e Silva: "A reabilitação deste património, diz o autor, serviria a "evolução" da economia e da cultura do país, contribuindo para uma "sociedade mais inteligente sensível e dinâmica"".
17/04/2021
16/04/2021
Um papa e um aiatola
Foi no passado dia 6 do também passado mês que ocorreu um acontecimento que não sucedia desde o século VII: o encontro entre um papa – representante da Igreja Católica Apostólica Romana – e um aiatola (ou "ayatollah") – representante do ‘ramo’ Xiita do Islamismo (no Iraque).
No caso, o papa Francisco e o aiatola Ali al-Sistani.
15/04/2021
O Édito de Tessalónica
Foi ‘através’ do Édito de Tessalónica (que foi promulgado no ano 380 da chamada era cristã) que o Cristianismo deixou de ser uma seita perseguida para ser a religião oficial do Império Romano.
14/04/2021
Pulitzer: o homem e o prémio
Talvez não erre por muito se disser que todos aqueles que fazem do Jornalismo, das Artes e das Letras a sua profissão – e, acredito, a sua vida... – nos Estados Unidos da América (EUA) acalentam a esperança de serem, um dia, galardoados com o Prémio Pulitzer.
Mas porquê essa designação?
Ora, ela tem a ver com Joseph Pulitzer, nascido na Hungria em 1847 mas que viveu nos EUA e aí se tornou jornalista e editor de jornal. O seu nome tornou-se, enfim, sinónimo de excelência profissional.
