Pude
ler, há dias, numa "newsletter" que recebi da Direção-Geral
do Património Cultural,
o seguinte: "O
Dia Internacional dos Monumentos e Sítios (DIMS) foi criado pelo
Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios (ICOMOS) a 18 de
Abril de 1982, e aprovado pela UNESCO no ano seguinte, com o
objectivo de sensibilizar os cidadãos para a diversidade e
vulnerabilidade do património, bem como para a necessidade da sua
protecção e valorização".
Aproveito,
assim, para sugerir uma leitura ao
texto introdutório escrito pelo professor e historiador Vítor
Serrão no livro "Portugal em Ruínas" (publicado em 2014 pela
Fundação
Francisco Manuel dos Santos).
Ora,
aí poderá ‘digerir-se’ o
seguinte: "O nosso país constitui, de há muito, um exemplo
tristemente esclarecedor da sanha descontrolada de anti-património.
As fases subterrâneas da História portuguesa pululam de ondas de
descaracterização, de desleixo e de abandono de parte da sua
memória arquitectónica, outrora significativa, que pura e
simplesmente é deixada em estado de silenciosa agonia, em nome de
uma ideia abastardada de progresso. Não só as guerras e as
catástrofes naturais, os megassismos e os incêndios, as invasões
estrangeiras e as fases de conturbação intestina, os maus restauros
e as ondas de iconoclastia, contribuíram para essa perda do
património comum, mas também a inconsciência das tutelas, a
ambição de especuladores sem escrúpulos, a desmemória de muitas
comunidades e a falta de instrumentos legais de preservação e de
salvaguarda. Destes pequenos-grandes crimes de lesa-património falam
os exemplos aqui reunidos".
Concluo
este texto citando,
também, um artigo jornalístico – ""Ruin'arte",
imagens de um país devoluto", publicado, na "Internet", pelo
jornal Público em 2015
–
feito
a propósito de uma exposição levada a efeito pelo referido Gastão
Brito e Silva: "A reabilitação deste património, diz o autor,
serviria a "evolução" da economia e da cultura do país,
contribuindo para uma "sociedade mais inteligente sensível e
dinâmica"".