28/04/2021

"Celsius" e "Richter"

Talvez nunca como agora se tenha falado e escrito tanto sobre alterações climáticas e sobre a importância de as instâncias políticas dos países – e as pessoas... – respeitarem e cumprirem os pressupostos definidos pelo Acordo de Paris.


E, sobretudo, a meta definida de limitar o aquecimento global a dois – ou menos – graus Celsius.


Mas, qual a ‘origem’ desta designação ("Celsius")?


Assim, esta deve-se ao cientista sueco que foi professor de astronomia na universidade de Uppsala na primeira ‘metade’ do século XVIII e que inventou uma escala de temperatura.


"Celsius", precisamente.


Tal como a "escala de Richter", usada nos terramotos (ou "abalos sísmicos").


Efectivamente, esta escala foi inventada e desenvolvida por Charles Richter, um físico e sismólogo norte-americano (1900-1985).

27/04/2021

As crianças e a imitação

"As crianças nunca foram muito boas a ouvir os mais velhos mas souberam sempre imitá-los"


James Baldwin (1924-1987), escritor norte-americano

26/04/2021

S. Nuno de Santa Maria

D. Nuno Álvares Pereira foi beatificado pelo papa Bento XV em 1918 e canonizado por Bento XVI em 2009.


Mais concretamente em 26 de Abril desse ano.


Tornou-se, assim, para a Igreja Católica, S. Nuno de Santa Maria.


Foi a apropriação religiosa de alguém que foi, nas palavras presentes na mostra bibliográfica “Na Canonização de D. Nuno Álvares Pereira” que a Biblioteca Nacional de Portugal organizou e ficou patente de 24 de Abril a 13 de Maio de 2009 , um "Exímio e exigente líder militar, combatendo sempre em inferioridade numérica, invencível na arte da guerra e na firmeza e coerência das suas convicções - que arrastavam príncipes e plebeus - consegue consolidar o trono de Avis, participar na empresa de conquista de Ceuta e assegurar uma significativa parcela dos bens que viriam a integrar a futura Casa de Bragança".

 

 


 

25/04/2021

Antes e depois de Abril (parte 3)

Porque passam hoje 47 anos do dia 25 de Abril de 1974, opto por recordar um texto que escrevi há três anos por esta mesma altura: "Assinalaram-se ontem 44 anos do golpe militar de 25 de Abril de 1974. Embora democrata e resolutamente antifascista, não consigo partilhar do ‘entusiasmo’ daqueles que chamam ao acontecimento "Revolução dos Cravos" pelo simples facto de acreditar que um movimento verdadeiramente revolucionário não pode ser feito com ‘flores’. Veja-se, por exemplo, o estado de coisas em que vive a Tunísia alguns anos após a "Revolução do Jasmim"… Cito, por isso, duas pessoas temporalmente separadas por mais de trinta anos: o grande músico/cantor e resistente José Afonso ("Zeca Afonso") e o fiscalista e sócio da "Espanha e Associados" João Espanha. "O 25 de Abril não foi feito para aquilo que estamos agora a viver. Aqueles que ajudaram a fazer o 25 de Abril imaginaram uma sociedade muito diferente da actual que está a ser oferecida aos jovens. Os jovens deparam-se hoje com problemas tão graves – ou talvez mais graves que aqueles que nós tivemos que enfrentar – o desemprego, por exemplo, e por vezes não têm recursos. O sistema ultrapassa-os. O sistema oprime-os criando-lhes uma aparência de liberdade. Eu creio que a única atitude foi aquela que nós tivemos – nós, refiro-me à minha geração: de recusa frontal, de recusa inteligente (se possível até pela insubordinação; se possível até pela subversão) ao modelo de sociedade que lhes está a ser oferecido com belos discursos, com o fundamento da legalidade democrática, com o fundamento do respeito pelos direitos dos cidadãos. É, de facto, uma sociedade teleguiada de longe por qualquer FMI, por qualquer deus banqueiro que é imposta aos jovens de hoje". "Zeca Afonso" em 1984, nas comemorações dos dez anos do "25 de Abril" "Só uma pequena minoria endinheirada pode recorrer a um advogado mesmo que seja vítima de injustiça [do Fisco]". João Espanha no "Jornal de Negócios" em 12 de Abril de 2018 Acrescento, todavia, uma frase escrita pelo filósofo italiano Nicolau Maquiavel que me parece exemplar para descrever o que, em minha opinião, se tem vindo a passar na História (de Portugal e não só): "Os povos que perdem a liberdade pela força, pela força haverão de reconquistá-la. Mas os que perdem a liberdade por descuido, estes demorarão muito a voltar a ser livres".

24/04/2021

O elefante da Tailândia

Ainda há dias aqui escrevi sobre o facto de Brasília parecer, de cima (por assim dizer), um avião ou um pássaro.


Mantenho-me no "reino" animal (chamado "irracional"...).

 

Ora, a Tailândia – que, recordo, é um país do Sudeste Asiático – assemelha-se, por seu lado, a uma cabeça de elefante que, talvez não por mero acaso, é um animal como que ‘sagrado’ no país.

23/04/2021

O berço da humanidade

É já daqui a pouco que partirá do Cabo Canaveral (nos Estados Unidos da América) um voo tripulado conjunto da "National Aeronautics and Space Administration" (a NASA) – agência do governo do país – e da empresa SpaceX em direcção à Estação Espacial Internacional.


Aproveito, por isso, para recordar algumas palavras proferidas pelo pioneiro espacial russo Konstantin Tsiolkovsky (1857 – 1935):


"A Terra é o berço da humanidade, mas não poderemos viver para sempre no berço".

22/04/2021

A Terra e as alterações climáticas

No dia em que se celebra o Dia da Terra e em que a Casa Branca organiza uma cimeira virtual que vai acolher quarenta líderes políticos de todo o mundo a propósito das alterações climáticas, parece-me oportuno lembrar algumas palavras proferidas pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (a ONU) no relatório que a organização publicou em 2017 sobre a mudança climática:


"A mudança climática, apesar de ser o mais importante desafio que enfrentamos, continua a agravar-se mal-grado a nossa promessa de a resolver. Os níveis de concentração de dióxido de carbono na atmosfera nunca foram tão elevados em oitocentos mil anos. E continuam a aumentar".