A
esmagadora maioria dos intervenientes na História de um país – de
todos os países que existiram ou existem no mundo, leia-se –
‘integraram’ a expressão "massa anónima do povo".
Das
quais nem sequer se conheceu (ou conhece) o nome.
Mas
não só.
De
outros conhece-se o nome, sim, mas pouco mais.
Lembro
agora dois ‘exemplos’.
João
Que Veio: dele apenas se sabe que foi almoxarife (ou seja, tesoureiro
da Casa Real) durante o reinado de D. Afonso IIII (1245-1279).
O
outro:
celebram-se,
em 2021, quinhentos anos da existência, no Porto, da "Rua das
Flores". Mas,
se muito se sabe desta estrutura na cidade – e do ‘papel’ da
mesma na própria identidade da cidade – o mesmo não poderá
dizer-se da rua da mesma cidade "Rua Régulo Magauanha".
Sabendo apenas que esta rua se localiza administrativamente na
freguesia de Santo Ildefonso, que ‘acolhe’ actualmente um parque
de camionagem e que um "régulo" é um chefe tradicional em
Moçambique, procurei efectivamente que a edilidade (alguém,
naturalmente) do Porto me explicasse um pouco mais. Quem havia sido
Magauanha, claro. Mas não tive sorte porque a Câmara Municipal do
Porto não me respondeu sequer pelo que, deduzi, sabe tanto quanto
eu.