10/05/2021

O Bem e o Mal

O último livro que o biólogo e psicólogo francês Stéphane Debove escreveu (publicado em Março de 2021) – "Porquoi notre cerveau a inventé le bien et le mal" (ou, em língua portuguesa, "Por que é que o cérebro humano inventou os conceitos de Bem e e Mal") parte de uma premissa que, creio, é esta: os seres humanos nascem (todos!) com uma espécie de sentido moral capaz de fazer uma distinção entre o que considera o Bem e o que considera o Mal.


Ora, já há décadas que o astrofísico canadiano Hubert Reeves escreveu (no seu "Malicorne – Reflexões de um observador da Natureza") que "No pequeno Homo Sapiens tudo é demasiado. Nele, intimamente misturados, estão o sublime e o horrível. Há nele, em potência, Wolfgang Amadeus Mozart e Adolf Hitler"...

08/05/2021

O aqueduto de Segóvia

Continuam, na Europa, a ser muitos os ‘traços’ da influência do Império Romano mesmo após terem passado centenas de anos do seu fim.


Por exemplo, o aqueduto que serve a cidade espanhola Segóvia foi mandado construir pelo imperador romano Trajano – que, lembro, governou entre 98 e 117 da chamada era cristã – e ainda hoje está em ‘uso’: a estrutura integra, de resto, a lista do Património Mundial da UNESCO de Espanha...

07/05/2021

A batalha de Diên Biên Phu

Durou mais de um mês a batalha de Diên Biên Phu. 


Foi, efectivamente, no início de Maio de 1954 que, na então Indochina e actualmente "Vietname", terminou o primeiro embate em que uma potência colonial - a França, nesse caso - foi militarmente derrotada por um exército não-profissional.

06/05/2021

Guilhotinadas

Marie Antoinette (ou, em língua portuguesa, Maria Antonieta) não foi a única mulher a "perder a cabeça" durante a chamada Revolução Francesa.


Na verdade, também Olympe de Gouges, que escreveu a "Déclaration des Droits de la Femme et de la Citoyenne" ("Declaração dos Direitos das Mulheres e da Cidadã") e Isabel, a irmã mais nova do rei Luis XVI, foram guilhotinadas.

05/05/2021

João Que Veio e o régulo Magauanha

A esmagadora maioria dos intervenientes na História de um país – de todos os países que existiram ou existem no mundo, leia-se – ‘integraram’ a expressão "massa anónima do povo".


Das quais nem sequer se conheceu (ou conhece) o nome.


Mas não só.


De outros conhece-se o nome, sim, mas pouco mais.


Lembro agora dois ‘exemplos’.


João Que Veio: dele apenas se sabe que foi almoxarife (ou seja, tesoureiro da Casa Real) durante o reinado de D. Afonso IIII (1245-1279). 

 

O outro: celebram-se, em 2021, quinhentos anos da existência, no Porto, da "Rua das Flores". Mas, se muito se sabe desta estrutura na cidade – e do ‘papel’ da mesma na própria identidade da cidade – o mesmo não poderá dizer-se da rua da mesma cidade "Rua Régulo Magauanha". Sabendo apenas que esta rua se localiza administrativamente na freguesia de Santo Ildefonso, que ‘acolhe’ actualmente um parque de camionagem e que um "régulo" é um chefe tradicional em Moçambique, procurei efectivamente que a edilidade (alguém, naturalmente) do Porto me explicasse um pouco mais. Quem havia sido Magauanha, claro. Mas não tive sorte porque a Câmara Municipal do Porto não me respondeu sequer pelo que, deduzi, sabe tanto quanto eu.

04/05/2021

Heydrich "coração de ferro", Hess e a Inglaterra

Foi em Maio de 1942 que o oficial das SS ("Schutztaffel") Reinhard Heydrich encontrou a morte.


Não imediatamente.


Dias depois.


O homem que teve um papel importantíssimo na organização do Holocausto e a quem Adolf Hitler designava por “o homem com um coração de ferro” acabou por ser alvo de um atentado perpetrado por pessoas que considerava serem "untermensch" (em língua portuguesa, "sub-humanos"): checos.


Mas não era, na minha opinião, somente Heydrich que deveria ter o ‘cognome’ "coração de ferro" mas sim todos os lacaios da máquina "nazi" que levaram a cabo todos os crimes que hoje tão bem conhecemos...



***



Aproveito para escrever algumas linhas mais a propósito de outro ‘alto’ dignitário do "nazismo": Rudolf Hess.


E porquê?


Porque Hess voou solitariamente, em 1941, para Inglaterra com o objectivo de alcançar um acordo de paz entre esta e a Alemanha.

03/05/2021

Palme: caso encerrado

Olof Palme, o primeiro-ministro da Suécia, foi assassinado a tiro, em Fevereiro de 1986, quando saía de um cinema.


Pouco mais de trinta e cinco anos se passaram, portanto.


Quase tantos como aqueles que a polícia do país demorou para encontrar o culpado: Stig Engstrom, um "designer" gráfico.


Ora, como Engstrom já havia morrido em 2000, o caso foi dado como encerrado.