18/05/2021

O Dia Internacional dos Museus

De acordo com um relatório – "Supporting museums: UNESCO report points to options for the future" – que a ‘agência’ da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (a referida UNESCO, na sigla inglesa) divulgou em meados de Abril passado, muitos dos museus no mundo (entre eles os seiscentos e sessenta museus em Portugal) enfrentavam, depois de um ano de pandemia, uma situação de intensa vulnerabilidade em virtude de, em 2020, terem estado encerrados cerca de cento e cinquenta e cinco dias (sendo que em 2021 muitos museus voltaram a ter que fechar novamente as suas portas…) e terem, assim, visto diminuir o número de visitantes (cerca de setenta por cento) e receitas (entre quarenta e sessenta por cento) em relação ao ‘cenário’ vivido em 2019.

Permitir-se-á pois, seguramente, que, neste Dia Internacional dos Museus me ‘associe’ à Visita Guiada proposta pelo Museu da Farmácia: "o futuro dos Museus: recuperar e re-imaginar".

17/05/2021

A ermida de Santo Amaro

A ermida de Santo Amaro localiza-se não longe da Rua da Junqueira, em Lisboa, que, por sua vez, é sobranceira ao rio Tejo.

Ora, a própria ermida informa os visitantes do início da sua história: "Começou-se a edificar esta ermida de Santo Amaro a doze de Fevereiro do ano de 1549"…

Acrescento somente o seguinte: D. João III era quem, em 1549, reinava em Portugal. Um homem de Cultura (como referiu o já por mim aqui citado texto de António Rosa Mendes). Mas também um homem que pressionou insistentemente o Papa para que 'introduzisse' a Inquisição em Portugal...






A ermida de Santo Amaro começou a ser construída em 1549.


15/05/2021

Richelieu e as "facas de mesa"

Ainda ontem aqui o abordei: Luís XIII.

Foi precisamente um seu ministro – o cardeal de Richelieu – quem, segundo a tradição, terá inventado a faca para utilizar durante as refeições.

Terá, de facto, sugerido que, ao contrário das demais, fossem usadas facas de mesa (por assim dizer) que tivessem a extremidade curva em vez de pontiaguda para não servirem como palito...

 

 


 

14/05/2021

A "Fronda"

A "Fronda" ("La Fronde", em francês) refere-se a um conjunto de guerras civis que tiveram lugar em França entre 1648 e 1653.



Uma espécie de reacção popular face ao absolutismo real e, portanto, em defesa das chamadas liberdades civis.



Ora, estas acções fracassaram e, como tal, não conseguiram impedir o desenvolvimento do regime absolutista por Luís XIV.



Recordo que Luís sucedeu ao seu pai, Luís XIII, e tendo ascendido ao trono de França com o título "Luís XIV" em 1643, com apenas cinco anos de idade (já que havia nascido no dia 5 de Setembro de 1638), só deixou o trono após a manhã do dia 1 de Setembro de 1715 quando faleceu na sequência de gangrena num dos membros inferiores. Tinha setenta e seis anos de idade.

13/05/2021

A "quarentena" e o "Marquês de Pombal"

A palavra "quarentena" foi uma das que nos acompanhou durante a pandemia que vivemos no último ano e alguns meses.

Ora, esta palavra tem origem numa palavra 'inventada' em Itália no século XIV para aludir aos quarenta dias de isolamento a que um qualquer navio que aportasse aos portos das várias regiões italianas (recordo que o estabelecimento do Estado italiano moderno data do século XIX) tinha que se submeter para prevenir o alastramento da Peste Bubónica que então grassava.

 

 

Post scriptum: lembro também que Sebastião José de Carvalho e Melo - que se tornaria o "Marquês de Pombal" - nasceu no dia 13 de Maio de 1699 (e, já agora, que faleceu em 8 de Maio de 1782).

12/05/2021

África, Portugal e o Reino Unido

Ouço e leio muitas vezes que Portugal foi o último país europeu a permitir (ou a ser obrigado a permitir…) às suas colónias em África a independência política (e não só): na década de 1970.



Ora, tal não é, pura e simplesmente, verdade porque o Zimbabué apenas em Abril de 1980 conseguiu alcançar, do Reino Unido, a sua independência após um longo período de tempo subjugado.

11/05/2021

"Zyklon z" e "Carcóvia"

Serei dos poucos, talvez, a acreditar na função pedagógica de alguns programas emitidos por estações de televisão em Portugal.



Ora, os dois exemplos que juntarei abaixo reforçaram inexoravelmente esta minha convicção: que serei dos poucos, efectivamente...



O primeiro: há dias, num bloco escolar transmitido ao ‘abrigo’ do programa "Estudo em Casa" dedicado à História para o 9.º ano de escolaridade, explicou, num dado momento, a professora responsável, o seguinte: "do lado direito temos a imagem da câmara de gás [existente num dos vários campos de extermínio comandados pelos alemães durante a II Guerra Mundial] onde as pessoas eram mortas por asfixia com o gás zyklon...z".



O segundo: num outro programa (que, curiosamente, tinha também como ‘cenário’ a II Guerra Mundial), referiu-se o seguinte em relação à Batalha de Kursk (ocorrida em 5 de Julho de 1943): "ao ser perseguido para Sul após a queda de Estalinegrado, o general alemão Erich von Manstein, sem dúvida o pensador estratega mais eficaz da Wehrmacht [o exército alemão], manteve a sua compostura e empenhou-se numa retirada estratégica. Ao recuar até aos centros de abastecimento, aumentou aos poucos as reservas operacionais revigorando as suas forças até que no final de Fevereiro surpreendeu os soviéticos com um contra-ataque fulminante: em meados de Março já conseguira reconquistar a cidade de Carcóvia".