Ao aludir a uma actividade que, sem qualquer dúvida, estava (quase) sempre presente nos palácios construídos no século XVIII, por exemplo, em Portugal, não é, de todo, minha intenção como que esboçar uma espécie de retrato escrito da ‘vida’ de uma parte do país nessa dimensão.
Uma parte minoritária (no que à extensão numérica se refere) do país nessa época, por sinal.
É, sim, somente lembrar a importância da música – de a ouvir, mais concretamente – na criação e/ou manutenção de ‘laços’ sociais, económicos e culturais dentro dessa fracção que mandava construir esses espaços sumptuosos.
Ora, Matthias van den Gheyn, compositor nascido na Flandres no século XVIII, precisamente (viveu entre 1721 e 1785), seria, certamente, uma referência relevante nessa construção aparentemente invisível mas, afinal, tão presente nessa época em Portugal nesse contexto social, económico e cultural.

