"A guerra é apenas uma maneira cobarde de fugir aos problemas inerentes à paz".
Thomas Mann (1875-1955), escritor alemão.
"A guerra é apenas uma maneira cobarde de fugir aos problemas inerentes à paz".
Thomas Mann (1875-1955), escritor alemão.
Foi em 9 de Julho de 1920 que, em Almada, foi fundada a Companhia Portuguesa de Pesca.
A frota de pesca então criada implicou a construção de, por exemplo, um estaleiro, oficinas, armazéns e, até, de habitações – um bairro – para alojar quem aí trabalhava.
E assim viveu até meados da década de 1980 coincidindo o seu ocaso com o desmantelamento da frota marítima portuguesa, uma das ‘maiores’ da Europa à época.
Post scriptum: a expressão "bodas de ouro" a que a placa se refere só é correctamente ‘utilizada’ (actualmente claro, pelo menos) para se referir a uniões matrimoniais - a casamentos, (por outras palavras)…
Volto a duas ‘temáticas’ que acho fascinantes – a da Biologia e a da Saúde – o que, espero sinceramente, não seja entendida como macabra até porque (ainda?) estamos a viver em pandemia, por assim dizer.
Mas não para me referir, por exemplo, ao facto da bactéria Yersinia pseudotuberculosis ser uma espécie de predecessora da bactéria Yersinia pestis, a causadora da peste.
Ora, as três pandemias que esta bactéria causou estão, precisamente, entre aquelas que mais vítimas provocaram.
A primeira foi a chamada Praga de Justiniano.
Ocorreu entre, sensivelmente, os anos 542 antes do nascimento de Jesus Cristo e 750 depois.
Durante quase mil e trezentos anos, portanto.
A segunda foi a Peste Negra.
Terá, no século XIV, causado a morte a cerca de vinte e cinco milhões de pessoas apenas no continente europeu (na verdade, entre 33 e 50% dos habitantes no Velho Continente).
A terceira, talvez menos literária e cientificamente ‘explorada’, teve início em 1855 em Yunnan, província da China, e foi a responsável directa por mais de doze milhões de vítimas, apenas na Índia e na China.
Ao aludir a uma actividade que, sem qualquer dúvida, estava (quase) sempre presente nos palácios construídos no século XVIII, por exemplo, em Portugal, não é, de todo, minha intenção como que esboçar uma espécie de retrato escrito da ‘vida’ de uma parte do país nessa dimensão.
Uma parte minoritária (no que à extensão numérica se refere) do país nessa época, por sinal.
É, sim, somente lembrar a importância da música – de a ouvir, mais concretamente – na criação e/ou manutenção de ‘laços’ sociais, económicos e culturais dentro dessa fracção que mandava construir esses espaços sumptuosos.
Ora, Matthias van den Gheyn, compositor nascido na Flandres no século XVIII, precisamente (viveu entre 1721 e 1785), seria, certamente, uma referência relevante nessa construção aparentemente invisível mas, afinal, tão presente nessa época em Portugal nesse contexto social, económico e cultural.
O território Sara Ocidental situa-se no Norte de África e foi administrado por Espanha entre 1884 e 1975 (recordo que se localiza entre Marrocos, a Argélia e a Mauritânia).
Após aquela data, Marrocos e o povo nativo desse território – o sarauí –, politicamente representado pela Frente Polisário, disputaram uma guerra até ao ‘início’ da década de 1990 quando a Organização das Nações Unidas impôs uma trégua e apelou a que se realizasse um referendo de autodeterminação (que Marrocos tem vindo sistematicamente a ignorar…).
O resultado: Marrocos controla actualmente cerca de oitenta por cento do território sarauí (incluindo a "linha de costa").
Não foi apenas o momento da Declaração da Independência que ontem (dia 4 de Julho) se assinalou nos Estados Unidos da América.
Declaração que, recordo, foi adoptada nesse mesmo dia em 1776 e previa que as então colónias americanas da Grã-Bretanha se declarassem independentes.
Foi também, efectivamente, no dia 4 de Julho de 1884 que se ‘deu’ a apresentação, em Paris (França), de uma escultura com quase cinquenta metros de altura que iria, julgava-se, comemorar a amizade entre os povos francês e norte-americano: a Estátua da Liberdade.
Oferecida por aquele povo europeu ao seu congénere americano, tal estátua foi ‘disposta’ em "Liberty Island" (ou, em português, "Ilha da Liberdade"), em Nova Iorque.
Ora, talvez esta estátua tenha mesmo, durante algum tempo, simbolizado a amizade entre ambos os povos mas o que é certo é que simbolizou definitivamente, para milhões de imigrantes chegados ao Novo Mundo, a liberdade e a esperança numa “nova vida” – o chamado Sonho americano.
A Constituição de um país é um documento dotado de princípios que, com valor legal, norteiam a sua governação.
Ora, o Reino Unido não é um exemplo comum pois, ao contrário de muitos outros países, não tem uma Constituição escrita.
Em vez dela, o Reino Unido possui um conjunto de leis e costumes que têm vindo a evoluir com o tempo – ou talvez nem tanto… – que perfazem a referida Constituição.